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31 outubro 2008

A NOVA GUERRA DO CONGO (3)

Já se fala de uma nova crise humanitária no Congo. Os riscos da situação ficar fora de controlo são muito reais e assustadores. Convém lembrar que na última guerra do Congo, 8 países da África subsaariana estiveram envolvidos e cerca de 5 milhões de pessoas perderam a vida directa ou indirectamente por causa da guerra. Na altura, pouca gente falou desse conflito ou se importou com o que estava a acontecer porque... era na África subsaariana. Contudo, é imperioso que não deixemos que a barbárie se instaure outra vez. A ONU, a UE, e outras organizações internacionais têm que fazer tudo ao seu alcance para tentar evitar uma nova catástrofe.

30 outubro 2008

A NOVA GUERRA DO CONGO (2)


Milhares de refugiados tentam escapar aos combates entre os rebeldes e as forças governamentais na República Democrático do Congo. A cidade de Goma está em estado de sítio ameaçada pelos rebeldes. A situação actual parece estar a degenerar dia após dia. Nos próximos dias saberemos se o Congo irá sucumbir a um ciclo de violência parecido ao que aconteceu durante a última guerra civil.

28 outubro 2008

A GUERRA NOVAMENTE

Voltou a guerra civil na República Democrática do Congo (ex-Zaire). Na última década mais de 5 milhões de pessoas morreram directa ou indirectamente por causa da guerra civil congolesa. O recrudescimento da guerra não augura nada de bom para os próximos tempos.

21 outubro 2008

PRÉMIO MO IBRAHIM

O prémio Mo Ibrahim de boa governação no continente africano foi atribuído ao ex-presidente do Botswana Festus Gontebanye Mogae. Esta é a segunda vez que o prémio é atribuído. No ano passado o prémio foi ganho pelo ex-presidente de Moçambique, Joaquim Chissano.
Se Chissano foi uma óptima escolha em 2007, Mogae é outra excelente escolha em 2008. O Botswana é uma das maiores histórias de sucesso económico nas últimas 3 décadas, quando o país passou de um dos mais pobres do mundo para um país de rendimentos médios. Fora da Ásia, o Botswana (e agora Moçambique) é o milagre económico mais impressionante dos últimos 30 anos. Uma das razões para tal ter acontecido foi exactamente a boa governação que este país africano tem tido. E só por isso, a atribuição do prémio Mo Ibrahim a Festus Gontebanye Mogae é inteiramente merecida.

21 julho 2008

NOTA DE 100 BILIÕES

E como as notas de 5, de 10, de 25 e 50 biliões já não chegam para as encomendas, eis que surgem as notas de 100 biliões de dólares no Zimbabwe. O que é que 100 biliões de dólares compram? Nem um pão de segunda. Como as hiperinflações destroem as economias, não é de surpreender que o Guardian fale hoje da possibilidade de haver uma grande fome nesse país africano. Segundo a ONU, cerca de 5 milhões de pessoas poderão ser afectadas pela quebra de produção alimentar no Zimbabwe. Há cada vez mais gente a emigrar do país.

18 julho 2008

NOTA DE 50 BILIÔES


Como prometido, aqui estão as notas de 5, 25 de de 50 (!!!) biliões de dólares do Zimbabwe. Como já são zeros a mais, o banco central deixar de emitir notas "normais" e passou a imprimir notas de "agro-cheques", que, como se pode ver, não têm zeros. Mais uma singularidade do regime de Mugabe. Recorde-se que outra originalidade do Banco Central Zimbabweano é emitir notas com data de validade. O dinheiro expira no Zimbabwe, quer porque perde valor com a hiperinflação quer porque a partir de certa data não mais é aceite.

Quanto valem 5 biliões de Z dólares? Cerca de 20 cêntimos de um euro, o preço de um ovo. E isto era ontem. É provável que já esteja mais "caro", pois is preços duplicam quase todos os dias.

NOTA DE 500 MILHÕES

E aí está uma nota de 500 milhões de dólares do Zimbabwe. Pelo que parece, já há notas de 1,5 biliões de dólares e de 2,5 biliões de dólares... Uma cerveja já custa a módica quantia de 15 biliões de dólares. Uma pechincha, pois é bem menos que um euro. Um jornal custa(va) cerca de 25 biliões de dólares.

16 julho 2008

A GRANDE VITÓRIA

Depois da sua estrondosa vitória eleitoral, Robert Mugabe continua a ser portador de boas novas para o povo do Zimbabwe. Soube-se hoje que a inflação oficial do país já é 2 milhões por cento (2.000.000%) e há quem diga que este mês já tenha subido para os 10 milhões por cento ao ano. Como acontece nas hiperinflações, apesar da enorme competência das autoridades governamentais, os preços têm crescido a uma taxa tão rápida que já não é possível imprimir notas a um ritmo suficiente para satisfazer a procura. Segundo o Guardian (um jornal reaccionário da antiga potência colonial), o limite máximo para os levantamentos bancários é de agora 100 biliões (ou 100 mil milhões, se preferirem) de dólares do Zimbabwe, limite que é mais generoso para a cúpula governativa e militar, a quem é permitido levantar 1,5 triliões de dólares por dia. E quanto valem 100 biliões de dólares do Zimbabwe hoje em dia? A módica quantia de 50 cêntimos do euro. Ou seja, com Mugabe no poder, o povo do Zimbabwe consegue ter notas muito mais elevadas do que os próprios europeus ou americanos. Espantoso, sem dúvida. Como é visível, a prosperidade do regime do democrata e iluminado Robert Mugabe não pára de aumentar. Se fosse na América, era caso para dizer "Glod Bless Him"!

19 junho 2008

A FOME DE MUGABE

Há cada vez mais indícios que Mugabe e os seus lacaios da junta militar não irão permitir que a oposição vença as eleições. Há actualmente um clima de terror e de intimidação que não augura nada de bom para este país africano. O mais provável é que Mugabe e os seus compinchas continuem no poder à força. Continuarão no poder e continuarão a destruir a economia do país. A hiperinflação de 160 mil por cento continuará a subir para patamares ainda mais destruidores e a economia do Zimbabwe continuará a caminhar a passos largos para o desastre, quiçá mesmo para o colapso. Por isso, não é de estranhar que a ONU tenha vindo avisar que mais de 5 milhões de pessoas estão ameaçadas pelo espectro da fome. Enquanto os corruptos continuam a encher as suas contas bancárias no estrangeiro com o sangue dos seus compatriotas, os cidadãos comuns continuam a pagar com a sua própria pele a permanência de Mugabe na presidência do país. Uma tragédia de dimensões cada vez mais catastróficas.

20 maio 2008

POLÍCIAS GORDOS

Segundo o governo moçambicano, existem demasiados polícias gordos no país, pois bebem "muito álcool" e fumam. Segundo um conselheiro do ministro do interior, “Alguns deles são tão gordos que está a afectar a sua saúde e a habilidade que têm para correr". Resultado: o governo vai introduzir um programa de educação física para os agentes policiais do país. Dentro em breve, os polícias de Moçambique poderão novamente correr atrás dos criminosos (que, obviamente, não devem beber nem fumar...).

04 maio 2008

PREÇOS ALIMENTARES EM ÁFRICA

A subida dos preços dos produtos alimentares continua e ameaça principalmente os países mais pobres. Muitas organizações internacionais já manifestaram a sua preocupação sobre as consequências da crise alimentar. Aqui está a posição do Banco Mundial sobre o impacto que a subida dos preços alimentares pode ter em África:
"Are higher global food prices a special concern for the Africa region?
RT: Yes. On average, basic staples such as maize, rice and wheat account for 20 percent of the food consumed in Sub-Saharan Africa, with these three crops alone providing about 30 percent of the calories. Higher global food prices have also led to higher local food prices, particularly for rice and wheat. Forty five percent of rice and 85 percent of wheat consumed in the region is imported. The region almost produces enough maize to meet domestic demand, with imports from international markets accounting for only five percent of consumption. Significant differences in grain consumption patterns across the region have led to differing impacts. The region imports almost all the fertilizer it uses, and because fertilizer prices have doubled over the last year, there is growing concern about the negative impacts on food production in the planting season ahead.
Which African countries are most affected by higher food prices, and why?
RT: Countries in West Africa, the Horn of Africa, and fragile African states recovering from conflict are especially vulnerable to higher global food prices. In West Africa, rice accounts for a much larger share of food consumption than in Eastern and Southern Africa. As more rice than maize is imported, local food prices in West Africa will be more affected. Countries with local supply disruptions are also particularly vulnerable to global price increases, as experience with the drought in Burkina Faso, the recent cyclone in Madagascar, and localized floods in Ghana have shown. Less local supply means more reliance on imports to meet domestic demand -- imports which are now much more costly. Within these countries, the poor will be especially vulnerable as they often spend as much as half their disposable income on food."

29 abril 2008

BRUTALIDADE POLICIAL

Tenho aqui enaltecido frequentemente a extraordinária recuperação económica de Moçambique. Este país tem levado a cabo um autêntico milagre que vale a pena salientar. Dito isto, é claro que nem tudo são rosas em Moçambique. Muito longe disso. Assim, hoje surgiu um relatório da Amnistia Internacional que condena a violência e a brutalidade da polícia moçambicana. Segundo este relatório, a polícia deste país tem respondido de forma muito violenta à subida da criminalidade que tem ocorrido nos últimos meses. A Amnistia Internacional recomenda uma reforma do sistema judicial e dos códigos da polícia para combater o clima de impunidade que caracteriza a violência policial.

25 abril 2008

A REPRESSÃO NO ZIMBABWE

Os ditadores são assim. Um mês após as eleições, os resultados das presidenciais ainda não foram publicados. Agora, surgem mais e mais notícias que as forças policiais intensificaram a uma campanha de repressão contra os opositores do regime. Não interessa que o país esteja à beira do colapso, que a economia esteja em auto-destruição, que a hiperinflação atinja ou 200 ou 300 mil por cento ou que a pobreza não páre de aumentar. Mugabe persiste agarrado ao poder, convencido que sem ele o Zimbabwe implodiria (o que está a acontecer), iludido pelo seu antigo estatuto de herói nacional, desesperado para manter a corrupção e as clientelas do seu regime. Por isso, tudo fará para se manter no poder. Tudo. Quando é que o o Zimbabwe terá o seu verdadeiro 25 de Abril?

23 abril 2008

DARFUR

O Mundo continua impávido ao genocídio em Darfur. Já são mais de 300 mil mortos. Mais centenas de milhares de deslocados. Milhares e milhares de mulheres violadas. O que é que nós fazemos? Nada, rigorosamente nada. Ou quase nada, que é o mesmo.

13 abril 2008

A NOTA DE 50 MILHÕES


A situação política no Zimbabué continua num impasse. Apesar da ajuda sul-africana, ainda não se sabe se o governo e a oposição irão chegar a um acordo. Os votos vão ser recontados, mais ainda não há certezas sobre a reacção de Mugabe perante resultados que lhe são desfavoráveis. Entretanto, a economia continua em queda livre. A inflação já está acima dos 100 mil por cento, e nem mesmo as notas de 10 milhões de dólares do Zimbabué chegam para as encomendas. Mas, não há qualquer problema. Já foram introduzidas notas de 50 milhões de Zimbabué dólares, que valem menos de 2 ou 3 euros... Mugabe deve continuar orgulhoso por mais este feito do seu excelente governo.

09 abril 2008

O REGRESSO DO MEDO


Roberto Schmidt/Agence France-Presse -- Getty Images

A tensão voltou ao Quénia. As conversações entre o governo e a oposição falharam novamente e a tensão regressa a este país africano.