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13 junho 2011

GRÉCIA, UM NOVO LEHMAN?

Há quem continue a defender que uma eventual reestruturação da dívida grega seria equivalente aos efeitos provocados pelo colapso do Lehman Brothers, que deu iniciou o processo que culminou na crise financeira internacional de 2008. E é também por causa disso que a Europa não consegue decidir o que fazer. 
Ou, pelo contrário, será que é toda a indecisão europeia que tem provocado todas estas reacções? Nos próximos meses saberemos as respostas a estas questões.

DÍVIDAS A SUBIR, PROJECTOS A CAIR

O excessivo endividamento não afecta só alguns países da Europa e os próprios Estados Unidos. A crise financeira afectou e continua a afectar o Dubai, onde os preços no mercado imobiliário já desceram bastante (15% só no ano passado) e o sector da construção passa por um mau momento. A elevada dívida soberana do Dubai também continua a causar inúmeras preocupações.

13 maio 2011

O IMPACTO DA TSUNAMI

Começamos agora a conhecer melhor os impactos económicos da tsunami japonesa. Como podemos ver no gráfico abaixo, um dos efeitos do desastre natural foi uma subida pronunciada das importações e uma descida das exportações, dando origem a um défice comercial significativo. Este défice é o maior desde a crise internacional de 2008 e é um dos desempenhos da balança comercial japonesa nas últimas décadas. Resta saber qual será o impacto que a crise nuclear (que ainda não acabou) irá ter no futuro.

Saldo da Balança comercial do Japão

21 fevereiro 2011

EVASÃO GREGA

A contas com uma gravíssima crise das finanças públicas, a Grécia aperta o cerco à gigantesca evasão fiscal existente no país. Apesar alguns progressos, o combate à evasão fiscal tem-se revelado bem menos eficaz do que o governo esperava.

10 fevereiro 2011

MEA CULPA DO FMI

O FMI faz mea culpa num relatório onde se procura perceber por que é que os mecanismo de aviso do Fundo não detectaram os sinais de alarme que conduziram à crise financeira de 2008. Há muitas razões para que tal tenha acontecido, mas a mais provável é que, antes de 2007, quase toda a gente pensava que uma crise financeira nos Estados Unidos e nos países desenvolvidos era praticamente impossível, e que os mercados corrigiriam naturalmente os desequilíbrios que aparecessem. Estavamos todos (ou quase todos) enganados. É exactamente isso que nos diz o relatório do FMI. Aqui está um excerto:
"[The report] finds that the IMF provided few clear warnings about the risks and vulnerabilities associated with the impending crisis before its outbreak. The banner message was one of continued optimism after more than a decade of benign economic conditions and low macroeconomic volatility. The IMF, in its bilateral surveillance of the United States and the United Kingdom, largely endorsed policies and financial practices that were seen as fostering rapid innovation and growth. The belief that financial markets were fundamentally sound and that large financial institutions could weather any likely problem lessened the sense of urgency to address risks or to worry about possible severe adverse outcomes. Surveillance also paid insufficient attention to risks of contagion or spillovers from a crisis in advanced economies. Advanced economies were not included in the Vulnerability Exercise launched after the Asian crisis, despite internal discussions and calls to this effect from Board members and others...
The IMF’s ability to correctly identify the mounting risks was hindered by a high degree of groupthink, intellectual capture, a general mindset that a major financial crisis in large advanced economies was unlikely, and inadequate analytical approaches."

O relatório completo pode ser lido aqui.

27 janeiro 2011

DÉFICE RECORDE

Em 2011, os Estados Unidos terão um défice recorde em tempos de paz. Um défice que deverá rondar 9,8% do PIB. A dívida pública americana ainda permanece relativamente baixa (62,1% do PIB em 2010), mas continua a crescer muito rapidamente. Por outras palavras, vale a pena recordar que não é só a periferia europeia que está com problemas graves.

20 janeiro 2011

A CHINA E A DÍVIDA AMERICANA

O que aconteceria se a China decidisse vender cerca de 1 trilião de dólares de dívida americana? Esta é a pergunta deste interessante artigo do Financial Post. Uma pergunta que faz ainda mais sentido tendo em linha de conta as recentes compras de dívida europeia por parte das autoridades chinesas.

15 dezembro 2010

DESVALORIZAR OU NÃO?

Um artigo interessante a comparar a situação económica na Islândia (que sofreu uma enorme crise com o dealbar da crise financeira internacional, mas cuja moeda desvalorizou muito em 2008 e 2009) e a Letónia (igualmente muito afectada pela crise, mas que teimosamente manteve uma taxa de câmbio fixa com o euro). Segundo o autor, a desvalorização permitiu à Islândia mitigar alguns dos impactos negativos da grave recessão que se abateu sobre o país, enquanto o ajustamento na Letónia foi bem mais díficil.

10 dezembro 2010

PAGAR PARA ENTRAR?

Afinal, os islandeses sempre vão pagar as dívidas dos seus bancos aos britânicos e holandeses. Será este o preço a pagar pela entrada na União Europeia?

05 dezembro 2010

A DÍVIDA "SOBERANA" AMERICANA

A crise da dívida soberana não se restringe à Europa. Na América, há inúmeros estados (incluindo alguns proeminentes, tal como California, Illinois, New Jersey e New York) e municípios cujas dívidas poderão tornar-se insustentáveis. Há já quem anteveja crises e bailouts nos EUA assim como está agora a acontecer na Europa.

24 novembro 2010

A OUTRA EUROPA

Enquanto nós permanecemos estagnados, a outra Europa, a de Leste, continua a crescer. Segundo as previsões do Banco Mundial, muitos dos países do Leste europeu crescerão em 2011 a taxas superiores a 3%. A Polónia será a economia mais dinâmica, com um crescimento projectado de 3,5% em 2010 e 4,1% em 2011. Quem disse que a Europa estava em crise?

17 novembro 2010

BAILOUT OU NÃO, EIS A QUESTÃO

O impasse em redor do plano de resgate do sistema bancário irlandês continua. Bruxelas e Berlim querem que a Irlanda aceite a activação do fundo de estabilização europeu o mais rapidamente possível, mas o governo irlandês continua reluctante em fazê-lo, apesar de saber que o buraco da dívida bancária é bem maior do que seria desejável (e tinha sido previsto). Porquê? Porque não só, como já aqui referi, a Irlanda tem reservas suficientes para garantir o financiamento da dívida pública até meados de 2011, mas também porque o governo teme que uma cedência a Bruxelas e Berlim poderá acarretar pesados custos eleitorais para o partido no poder. Nada de novo, portanto.
Porém, há um motivo adicional que poderá explicar ainda melhor a renitência celta: a Irlanda está preocupada com a competitividade da economia irlandesa, pois teme que uma intervenção do FMI e, principalmente, a activação do fundo de estabilização possa forçar uma revisão dos generosos benefícios fiscais existentes para as empresas sediadas em território irlandês. Vale a pena relembrar que uma das razões que explicam o milagre económico irlandês das últimas duas décadas foi a política de taxar as empresas à taxa de 10%, bem mais reduzida do que na maioria dos países europeus, e que atraiu inúmeras empresas multinacionais para esse país. Ora, já há muitos anos que os franceses e os alemães, entre outros, se têm queixado da alegada "concorrência desleal" da Irlanda na atracção do investimento estrangeiro, pois os impostos irlandeses são bem mais baixos do que a média europeia. Aliás, se se recordam, há alguns anos, vários países da União Europeia tentaram vender a ideia de uma hamonização fiscal europeia, que tinha como principal objectivo acabar com as excepções fiscais concedidas por países como a Irlanda. Os irlandeses sempre resistiram (e bem) a estas investidas, pois sempre acharam que se aumentassem os impostos estariam a matar uma das galinhas de ovos de ouro do milagre irlandês e perderiam soberania económica. Por isso, temem agora que os alemães e os franceses finalmente alcancem o que já vêm tentando fazer há tanto tempo: a subida das taxas de impostos sobre as empresas em troca do resgate dos bancos irlandeses. E este é que parece ser um dos principais pontos de contenda nas negociações que estão a decorrer entre Dublin e Bruxelas (e o FMI).

16 novembro 2010

INEVITÁVEL BAILOUT

Parece inevitável que a Irlanda vai mesmo recorrer ao fundo de estabilização europeu. A Irlanda ainda tem recursos suficientes para financiar a sua dívida soberana até meados de 2011 (o que não é verdade para nós). No entanto, todos os indicadores parecem sugerir que o buraco do sistema bancário irlandês é de tal ordem que o governo será forçado a aceitar a ajuda europeia para salvar os seus bancos. O mais provável é que tudo seja decidido nos próximos dias. E depois da Irlanda, é natural que os mercados se virem para nós.  

15 novembro 2010

A SENHORA QUE SE SEGUE (7)

Agora que se debate se (e quando) a Irlanda irá recorrer ao fundo de estabilização europeu, vale a pena tentar perceber o que é fez esta economia passar do maior milagre económico europeu das últimas 3 décadas para um país a debater-se com uma gravíssima crise bancária, cujo fim ainda não se vislumbra. A edição de hoje do Wall Street Journal tem um artigo que apresenta alguns dos factores que contribuiram para esta situação. Já agora, vale também a pena realçar uma das frases mais interessantes do artigo, que revela bem a percepção que os outros têm de nós:

"Just three years ago, Ireland was a shining example of fiscal rectitude. As you can see, its budget deficit (at zero) was well under the Stability & Growth Pact limits. Its debt was also a mere 25% of GDP. Ireland wasn’t Greece, with its history of excessive deficits and screwy stats. It wasn’t Portugal, whose decline into the fiscal morass has been slow and steady and visible from a thousand miles away."

A nossa crise fiscal até poderia ser visível a milhas de distância. Mas se era, é só pena não termos feito nada para a evitar ou para inverter esta situação.

12 novembro 2010

O CONTÁGIO IRLANDÊS

O contágio irlandês aos países da periferia europeia, segundo o Financial Times.

A SENHORA QUE SE SEGUE (6)

Parece cada vez mais inevitável que a Irlanda venha a recorrer ao fundo de estabilização europeu. Resta saber, se nós também não seremos arrastados. Nas palavras do editor de Economia do jornal britânico The Guardian:
The process by which a sovereign state is humbled by the financial markets goes through three distinct stages. First comes denial, where policymakers insist that everything is fine. Then there is an attempt to muddle through, where ...  governments hope that "something will turn up". Finally, once it is clear that investors are not to be appeased, there is capitulation. It happened to Britain at the time of Black Wednesday. It happened to Greece in the spring. And, as things stand, it looks increasingly likely to happen to Ireland."

CORTES MALVINOS

Alguns almirantes britânicos alertaram recentemente que os cortes na Defesa planeados pelo governo de David Cameron poderão fazer com que, mais cedo ou mais tarde, a Argentina ataque as Malvinas... Como, ainda por cima, se descobriu petróleo na região há pouco tempo, esses mesmos almirantes defendem que uma invasão argentina poderia pôr em causa os interesses económicos da Grã-Bretanha. Nada como apelar aos sentimentos nacionalistas ou à segurança nacional para tentar inverter cortes de despesa draconianos. Veremos se o primeiro-ministro cede.

DESEMPREGO HELÉNICO

O desemprego aumenta na Grécia e o buraco orçamental estimado para 2009 sempre foi maior do que já tinha sido estimado.