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10 novembro 2010

A SENHORA QUE SE SEGUE (4)

O Wall Street Journal tem hoje um artigo que resume bem algumas das principais características da gravíssima crise bancária que assola a Irlanda. 
Já agora, vale a pena recordar que a crise irlandesa é muito diferente da nossa. A crise irlandesa é essencialmente bancária. A nossa é uma crise de excessivo endividamento, bem como uma crise de competitividade das nossas exportações. E quando a Irlanda finalmente resolver os problemas do sistema bancário, é muito natural que a economia consiga recuperar. A nossa situação é muito mais delicada, pois, na última década, o crescimento económico tem sido quase inexistente, e não se prevê que esta situação se venha a alterar tão cedo.

09 novembro 2010

A SENHORA QUE SE SEGUE (3)

A crise irlandesa vai-se aprofundando. Depois da grave crise bancária e do rebentamento da bolha imobiliária das propriedades comerciais, parece ter chegado a vez das famílias proprietárias de casas, que sentem cada vez mais dificuldades para efectuar os pagamentos dos seus empréstimos bancários. Em 2010, cerca de 4,6% das famílias com empréstimos imobiliários já não conseguem pagar as mensalidades das suas casas. Já há quem diga que esta situação se vai agravar e que entre 10% e 20% das famílias irlandesas poderão vir a perder as suas casas, pois não estarão em condições de pagar os seus empréstimos imobiliários e/ou encontrar-se-ão numa situação em que o valor dos seus empréstimos é bastante mais elevado do que o valor das suas casas, o que as levará a declarar a bancarrota. Se tal acontecer, o mercado imoboliário irlandês levará outro rombo, o que terá enormes consequências para o já debilitado sistema bancário do país.
É por isso que há já quem diga que esta nova vaga de bancarrotas (agora ao nível das famílias) poderá ser a gota de água final que levará a Irlanda a uma situação de incumprimento e/ou ao reescalonamento da sua dívida, sendo então forçada a pedir a activação do fundo de estabilização europeu. E se tal acontecer à Irlanda, será certamente muito difícil que nós consigamos ter uma sorte diferente.

05 novembro 2010

MAIS ESTÍMULOS (2)

Os países emergentes não gostaram da iniciativa da Fed de comprar largas centenas de milhares de milhões de dólares para apoiar a economia. Como o plano da Fed deverá conduzir a uma depreciação do dólar (melhorando a competitividade das exportações americanas), os países emergentes temem que as suas próprias exportações e economias sejam afectadas. E, pelo que parece, a história não ficará por aqui.

SUCESSO PORTUGUÊS

A história do sucesso de António Horta-Osório contada pela Bloomberg.

04 novembro 2010

MAIS ESTÍMULOS

A Reserva Federal anunciou que iria imprimir dinheiro adicional no montante de 900 mil milhões de dólares para poder comprar obrigações do governo federal. A ideia é reforçar a política de "quantitative easing", que consiste em injectar grandes quantidades de dinheiro na economia para tentar estimulá-la. Porquê? Porque, com uma maior oferta monetária, haverá maior oferta de crédito, mais investimento, mais consumo, etc. Há quem esteja preocupado com os efeitos inflacionistas que essa política possa ter no futuro. Há quem ache que estas medidas já vêm tarde. Independentemente do que cada um de nós pensa, a verdade é que este anúncio não é nada bom sinal. É que se a Fed não estivesse realmente preocupada com a evolução da economia americana certamente que não se daria ao trabalho de introduzir este tipo de medidas.