03 outubro 2008
CITAÇÃO DO DIA _ A Crise Financeira
30 setembro 2008
OS FANTASMAS DE 1929
Esta é, sem dúvida alguma, a maior crise financeira que o mundo já enfrentou desde 1929 e as ramificações far-se-ão sentir no resto da economia. Ainda assim, apesar da sua potencial magnitude e das inevitáveis semelhanças, não é crível que a crise se venha a transformar numa nova Grande Depressão, quando o mundo foi arrastado para a maior recessão económica desde o início da Revolução Industrial. Actualmente, os governos e os bancos centrais estão muito melhor preparados para lidar com crises financeiras do que em 1929. Na altura, a Fed tinha menos de duas décadas de existência e a ideologia dominante não advogava a intervenção nos mercados. Por isso, nos anos 1930, a Fed respondeu às falências dos bancos privados com uma ainda maior contracção dos fundos ao dispor da economia. Hoje em dia, os bancos centrais aprenderam as lições da Grande Depressão e têm feito tudo para injectar grandes quantidades de fundos nos mercados para que estes não tenham problemas de liquidez. Os governos são também muito mais interventores do que na década de 1930.
Ainda assim, os riscos de uma crise económica acentuada são bastante elevados e é patente que é necessário fazer alguma coisa para evitar o colapso dos mercados financeiros. As inevitáveis consequências para o resto da economia desta crise poderão incluir mais falências de instituições financeiras, mais nacionalizações temporárias, uma menor disponibilidade de crédito para os particulares e as empresas, crédito mais caro (que certamente terá consequências em Portugal), menor volume de negócios e um aumento do desemprego.
Por todos estes motivos e mesmo que o Congresso americano consiga chegar a um novo acordo nos próximos dias, uma recessão das principais economias mundiais parece inevitável. É difícil prever qual será a duração da crise, mas é natural que a recessão seja a mais prolongada das últimas duas décadas. Os próximos tempos o dirão. Entretanto, a enorme volatilidade dos mercados irá certamente continuar.
29 setembro 2008
BAILOUT E IDEOLOGIA
BAILOUT
A FARSA BELARRUSSA
27 setembro 2008
AS CAUSAS DA CRISE (NACIONAL)
A nível cambial, as dificuldades já eram esperadas, pelo menos em parte. Nas últimas décadas Portugal nunca teve uma moeda forte e, por isso, a introdução da moeda única iria sempre colocar problemas de competitividade a muitas empresas portuguesas. No entanto, o choque do euro foi bem maior do que se previa, pois desde os meados do ano 2000 o euro valorizou-se 80 por cento em relação à moeda americana, bem como contra todas as divisas (como a chinesa) que gravitam à volta do dólar.
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Porém, como se já não nos bastassem as dificuldades causadas pelo super-euro, nas últimas duas décadas temos sido vítimas (e beneficiários) de uma das mais importantes transformações estruturais das últimas décadas: o renascimento da Índia e da China, que tem originado enormes problemas de competitividade a muitas das nossas empresas. Já sabíamos que o nosso modelo económico tradicional estava esgotado e que, mais cedo ou mais tarde, os nossos principais sectores exportadores não seriam competitivos face aos seus concorrentes asiáticos e da Europa de Leste. Porém, a adesão ao euro e a liberalização do comércio mundial vieram acelerar o fim do nosso modelo económico baseado em baixa produtividade e salários baixos.
Apesar de todas as dificuldades, em finais de 2007, parecia que a economia portuguesa já começava a operar eficientemente dentro dos constrangimentos do euro e da globalização. As exportações cresciam a um ritmo muito saudável e a confiança dos investidores dava mostras de estar a regressar. O investimento tornou-se positivo pela primeira vez em 5 anos. O governo e o Banco de Portugal saudaram quase entusiasticamente um crescimento económico de quase 2 por cento em 2007 (um valor que seria considerado anémico noutras alturas) e tudo indicava que uma retoma sustentada estava finalmente à porta.
E foi então que começámos a sentir os efeitos do choque petrolífero e as repercussões da crise financeira americana. Presentemente, arriscamo-nos a voltar ao indesejado mundo da estagflação que caracterizou os anos 70, ameaçando originar ainda mais desemprego bem como o regresso da inflação. Por enquanto, a economia mundial tem resistido relativamente bem à subida dos preços petrolíferos e dos produtos alimentares. Os países em desenvolvimento continuam a ser o motor da economia mundial e, apesar do abrandamento económico, a recessão ainda não chegou à maioria dos países da OCDE. Ainda assim, o risco de um abrandamento brusco permanece elevado. É bom lembrar que os choques de oferta negativos são o pior dos choques que podem afectar uma economia e que as crises mais acentuadas da economia mundial dos últimos 60 anos foram sempre associadas aos choques petrolíferos.
Sendo uma economia muito aberta ao exterior e muito integrada com a Europa, Portugal certamente está a sentir o efeito do choque petrolífero, tanto a nível da produção como dos preços. As sombras da recessão começam novamente a pairar sobre a economia portuguesa. Perante este cenário, interessa averiguar a existência de sinais que possam indiciar uma reviravolta na crise dos últimos anos.
25 setembro 2008
CRISE FINANCEIRA
O MILAGRE BRASILEIRO
FOER EM VIDEO
LIVRO TERMINADO
- Porque é que a ditadura não foi assim tão má (mas nos marcou tanto)
- Porque é que foi óptimo termos sido colonizadores
- Porque é que até as sanitas são sexys
- Porque é que Braga já não produz só padres
- Porque é que devíamos dar com os pés a Bruxelas
- Porque é que Lisboa faz mal ao país
- Porque é que devíamos fazer mais manguitos
- Porque é que não premiamos a iniciativa
Alguns dos títulos parecem polémicos (como o do império), mas não o são na prática. Outros temas incluem a ineficiência da Justiça, a fraca qualidade da educação, bem como a verdade dos números do TGV.
Gostaria também de dizer que este livro também é vosso, assim como será mencionado na Introdução. Muitos dos temas têm sido aqui abordados e discutidos e os vossos comentários foram uma enorme fonte de inspiração. Obrigado a todos.
17 setembro 2008
PROCESSOS PENDENTES
Numa altura em que se debatem os salários dos juízes vale a pena relembrar o estado lamentável da Justiça portuguesa. O gráfico acima apresenta o número de processos pendentes nos tribunais portugueses entre 1992 e 2006. Os processos pendentes, aumentaram de cerca de 600 mil em 1995 para 1,6 milhões em 2005. Se isto é uma Justiça eficiente, então eu não sei o que é eficiência. Mas talvez esteja a ser demasiado pessimista. Talvez a produtividade na Justiça portuguesa se meça pelo número de processos nos tribunais. Se assim for, estamos cada vez melhores.NACIONALIZAÇÃO DISFARÇADA
16 setembro 2008
POLÍTICA EXTERNA
O GRANDE DEGELO CONTINUA
15 setembro 2008
MAIS MÁS NOTÍCIAS PARA O SISTEMA FINANCEIRO
RECESSÃO NAS EXPORTAÇÕES?
Um choque petrolífero é o que em economês se apelida de choque de oferta negativo e é o pior de todos os choques possíveis. Nomeadamente, a acentuada subida dos preços dos produtos petrolíferos tem dado origem a um novo episódio de estagflação, que combina a estagnação económica (e uma subida do desemprego) e o aumento dos preços.
Tanto nos anos 70, como nos 80, os choques petrolíferos levaram a economia mundial à recessão e foram bastante nefastos para a economia mundial. O choque petrolífero actual não será excepção. O pronunciado abrandamento da economia mundial dos últimos meses e, principalmente, a recessão nos nossos principais parceiros económicos não augura nada de bom para a fragilizada economia portuguesa, pois a nossa procura externa cairá. Por todos estes motivos, seria verdadeiramente surpreendente (e um óptimo sinal) se conseguíssemos evitar cair numa recessão.
O que é que poderá acontecer com as recessões na Alemanha e na Espanha. Primeiro, é muito natural que as nossas exportações sejam bastante afectadas, eliminando alguns dos ganhos dos últimos 2 ou 3 anos. Em segundo lugar, é muito natural que, havendo menos procura destas economias, os exportadores procurem outros mercados. Ou seja, haverá uma tendência para diversificar os nossos mercados externos. Quais serão os mercados em causa? Provavelmente Angola, Moçambique, o Brasil, entre outros. Porquê? Não só pelas nossas afinidades históricas, mas também porque estas economias estão em franca expansão, o que tem levado muitos portugueses a investir nestes mercados.
Finalmente, o que é que poderemos fazer para atenuar a recessão? Acabar com a obsessão do défice e combater a crise. Como? Não gastando mais (que é a receita tradicional), mas dando mais incentivos e benefícios fiscais às empresas e aos particulares, de forma a estimular o investimento e o consumo. A lógica é simples: se as exportações decrescerem significativamente por causa da recessão europeia, ficamos sem um dos motores da retoma económica. Por isso, resta-nos tentar utilizar o outro, que é o investimento. Não despendendo mais fundos em obra faraónicas como o TGV, mas sim tornando as nossas empresas mais competitivas.
12 setembro 2008
O MILAGRE DA EDUCAÇÃO NACIONAL
Nos últimos anos, Portugal está a viver um autêntico milagre no sector da Educação. Segundo os dados mais recentes do Ministério da Educação, os progressos registados no sector educativo têm sido simplesmente notáveis, até mesmo prodigiosos. Em dois anos apenas (entre 2005 e 2007) as taxas de retenção escolares desceram mais de 30% no ensino secundário. Trinta por cento! Em dois anos! A melhoria dos indicadores nas taxas de retenção é generalizada no ensino secundário, apesar de ser mais pronunciada nos cursos tecnológicos. Em apenas dois anos, a taxa de retenção dos cursos tecnológicos do 10º ao 12º ano baixou 15 pontos percentuais, de 43,7% para 28,7% (um decréscimo de 34%). As taxas de retenção do 12º ano do ensino geral desceram 23% e dos cursos tecnológicos 34%. Ainda mais impressionante, as taxas de insucesso dos cursos tecnológicos do 11º ano decresceram quase 40%! A este ritmo, Portugal vai erradicar o insucesso escolar em menos de meia década e vai-se tornar num caso paradigmático de sucesso internacional.
Porém, o milagre da Educação nacional não se restringe ao abandono escolar. Nas disciplinas em que tradicionalmente somos mais fracos, os nossos alunos descobriram recentemente fontes de inspiração e de conhecimento previamente inexploradas. Só no último ano, na Matemática do 12º ano as notas aumentaram mais de 30% e as reprovações baixaram para metade. Nos exames de Física as notas aumentaram quase 30% e em Biologia cerca de 15%.
Sinceramente não sei o que é que andamos a dar aos nossos alunos para terem tanto sucesso. Talvez sejam os efeitos da internet ou talvez a inspiração do Plano Tecnológico da Educação. No entanto, com estas melhorias, certamente que no próximo estudo comparativo dos sistemas educativos realizado pela OCDE (o chamado PISA) iremos passar de penúltimos (à frente do México) para primeiros (ou perto disso) a nível do desempenho dos nossos alunos. Não mais sofreremos a ignomínia de termos os piores rankings europeus da Educação, nem mais sofreremos a humilhação dos nossos atrasos estruturais no sector persistirem há décadas.
De facto, com um progresso assim, não vale a pena angustiarmo-nos com o estado lastimável do nosso sector educativo. Não vale a pena preocuparmo-nos com as nossas taxas de abandono escolar terceiro-mundistas, que têm condenado gerações de jovens a trabalhos pouco qualificados e salários baixos. Não vale a pena deambularmos com o facto de gastarmos na Educação tanto como a média da OCDE em percentagem do PIB, mas continuarmos a ter o pior desempenho educativo da União Europeia. Não vale a pena analisar as razões porque é que, entre 57 sistemas de ensino nacionais, os alunos portugueses têm desempenhos medíocres nas áreas da Matemática, das Ciências e da Leitura.
Os avanços são tão extraordinários que nem vale a pena questionar se tudo não será um mero truque estatístico. Afinal, é sabido que os governos em Portugal têm por vezes a tendência em camuflar as nossas dificuldades estruturais na Educação com melhorias artificiais nos indicadores do sector, para que o país pareça melhor nos rankings internacionais. O milagre registado nos últimos anos não só é demonstrativo que acabámos de vez com esta lamentável tendência, como também nos dá garantia de uma inequívoca melhoria na qualidade da Educação nacional.
Ao ritmo do progresso alcançado nos últimos 3 anos, Portugal será dentro em breve a sociedade do conhecimento por excelência. Para quê preocuparmo-nos?
A RECESSÃO E AS EXPORTAÇÕES
10 setembro 2008
PALIN, PALIN
E depois veio o discurso na convenção Republicana. E tudo mudou. De um momento para o outro, Sarah Palin ficou uma heroína para os Republicanos, uma líder incontestada, uma mãe de cinco filhos que representa “tudo de bom que há na América”. Como Obama conseguiu na convenção democrata de 2004, Palin ficou uma estrela do seu partido imediatamente.
Independentemente de gostarmos ou não das ideias de Palin, deve dizer-se que o discurso foi realmente muito bom e muito incisivo. A história de Palin é admirável, nem que não seja pelo facto de ser a primeira mulher com filhos pequenos que pode atingir um cargo tão importante nos EUA. E o discurso mudou a corrida à presidência. Não é à toa que McCain está à frente de todas sondagens pela primeira vez em muitos meses.
Porém, apesar de todas as suas virtudes, também convém não esquecer aquilo que Sarah Palin representa. Palin é uma criacionista que defende o ensino do criacionismo nas escolas públicas, acredita que a guerra do Iraque é literalmente uma guerra em prol de Deus, pensa que uma conduta petrolífera do Alasca é uma obra divina, acredita que o fim do mundo está a chegar, entre muitas outras coisas. Palin é tão ou mais radical do que Bush. E, como muitos dizem, está a um “bater do coração” (heartbeat) e a um coração de 72 anos de se tornar a pessoa mais poderosa do planeta.
PEDIDO DE DESCULPAS
29 agosto 2008
OBAMA, OBAMA

27 agosto 2008
A REPROVAÇÃO DOS PORTUGUESES

OBSTÁCULO AO CRESCIMENTO
"The lack of human capital in Portugal has become a key obstacle to higher growth... Despite progress in the past decades, Portuguese children spend comparatively few years in formal education, and they do not perform as well as children from other OECD countries. Adults, especially the least educated, do not participate enough in lifelong learning and training programmes. This situation does not stem from a lack of resources devoted to education and training but from inefficiencies and misallocation of spending, and weaknesses in the quality of the services that compound the low starting point of Portugal regarding education. Modernizing the Portuguese economy therefore requires a broad reform which increases human capital at all levels."
25 agosto 2008
MAIS UMA APOSTA NA EDUCAÇÃO
- Acabar com os numerus clausus dos diversos graus da carreira docente
- promover a concorrência entre as universidades,
- acabar com o compadrio escandaloso nos concursos de recrutamento de docentes, promover a meritocracia (em que os professores são recompensados pela investigação e pela qualidade da docência que fazem),
- acabar com alguns dos privilégios medievais dos professores,
- acabar com a excessiva permissividade das épocas de exames
- avaliação dos professores
Ou seja, para alcançarmos a tão almejada qualidade na Educação é mais importante alterar os incentivos da docência dos alunos e dos professores do que injectar centenas de milhares de euros adicionais para o sector.
O GRANDE CIRCO
A BELEZA DAS FREIRAS
22 agosto 2008
SUCESSO NA EMPRESA NA HORA
Para obter uma licença são precisos, em média, passar por 20 penosos procedimentos e 327 dias, o que corresponde a um custo de 54% do rendimento per capita. Têm-se registado poucas ou nenhumas melhorias neste campo. Empregar e despedir trabalhadores em Portugal é uma verdadeira tortura.
Por outro lado, tem havido algumas melhorias a nível do registo de propriedade, pois conseguimos reduzir para metade o número de dias necessários para o fazer. Em média, são precisos 42 para registar uma propriedade enquanto há apenas 2 anos eram necessários 83. Ainda assim, temos muito que andar nesta área, pois permanecemos um país em que registar uma propriedade é uma verdadeira aventura.
Os nossos bancos podem ser muito dinâmicos nalgumas áreas (como na introdução de multibancos e dos sistemas a eles associados), mas não o são decisivamente a nível da concessão de crédito.
Na protecção dos investidores não estamos mal posicionados (33º em 178), mas ainda é possível melhorar. No cumprimento de contratos deixamos muito a desejar. Se é verdade que estamos melhor que a Grécia ou a República Checa, estamos substancialmente pior do que países como a Hungria. Os processos de cobranças de dívidas necessitam de uns impressionantes 36 procedimentos e demoram, em média, uns incríveis 577 dias, com um custo de cerca de 18 por cento do total da dívida. No comércio trans-fronteiriço, Portugal é um dos países em que os custos não são dos mais elevados.
20 agosto 2008
A SAÚDE PORTUGUESA

Afinal, gastamos pouco ou muito na Saúde? Segundo os dados mais recentes, somos dos países da OCDE que mais gastam com a Saúde em percentagem do PIB. A média da OCDE é de 8,9% do PIB, enquanto nós gastamos 10,2% (primeiro gráfico).
Os valores em gastos por habitante são melhores (segundo gráfico), visto que gastamos em média 2,102 dólares americanos (em paridades de poder de compra) enquanto a média da OCDE é de 2,824 dólares
Entre 2000 e 2006, as despesas com a Saúde cresceram 3,3% ao ano, um valor inferior à média da OCDE, que foi igual a 5%. O maior crescimento das despesas com a Saúde registou-se com as despesas farmacêuticas, que são quase 22% das despesas totais com a Saúde
Outros indicadores interessantes:
- Portugal tem 3,4 médicos(as) por cada 1000 habitantes (a OCDE 3,1)
- Temos bastante menos enfermeiras(os) do que a média da OCDE: nós temos 4,6 enfermeiros(as) por cada 1000 habitantes enquanto a OCDE tem 9,7
- Temos menos camas nos cuidados intensivos:
_ Portugal 2,2 por cada 1000 habitantes
_ OCDE: 3,9 - Em linha com a OCDE, nos últimos anos, o número médio de dias de estadia hospitalar tem diminuído consideravelmente
- O número das tecnologias disponíveis nos hospitais portugueses tem aumentado substancialmente
19 agosto 2008
150 MIL EMPREGOS
Sinceramente não percebo o que é que o primeiro-ministro quer dizer quando afirma que 133 mil empregos líquidos já foram criados desde o início desta legislatura. As economias estão sempre a criar e a destruir empregos. Se por criação líquida entendemos que criamos mais empregos do que os que são destruídos, então devíamos ver uma descida do desemprego. Ora, contrariamente ao que as palavras de José Sócrates insinuam, a taxa de desemprego permanece bem acima da registada quando este govermo tomou posse. Aliás, a taxa de desemprego continua historicamente alta, tal como podemos constatar na figura acima (com dados trimestrais do Banco de Portugal). Ou seja, não tem havido uma criação líquida de emprego, mas sim uma destruição líquida de emprego. Aliás, a taxa de desemprego só não é mais elevada porque alguns portugueses desistiram de procurar empregos (e por isso não contam nas estatísticas) enquanto milhares de outros tem optado por emigrar. Isto não é uma crítica. É somente uma contestação.18 agosto 2008
A CRISE QUE NÃO ACABA
PINHEIROS AMEAÇADOS (3)

11 agosto 2008
DERRAPAGENS MAIS-QUE-ESPERADAS
VALE A PENA VISITAR
MORALISTA DESMASCARADO
MITOS NOS TOPS
Obrigado a todos.
