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05 fevereiro 2009

ÁGUA SALGADA

A Austrália está a viver a maior seca da sua história moderna. Há zonas do país que quase não viram chuva nos últimos 10 anos ou, pelo menos, a chuva não tem sido em quantidade suficiente. Uma das regiões mais afectadas é a parte ocidental da Austrália, que inclui Perth, uma cidade de 2 milhões de habitantes. As coisas estão tão más que a cidade viu-se forçada em investir em fontes alternativas de obtenção de água, tais como a dessalinização da água do mar. A cidade tem tido algum sucesso nesta área e já há quem diga que outras cidades australianas vão seguir o exemplo de Perth. Quiçá se o mesmo não terá que ser feito no sul da Península Ibérica, principalmente se algumas das previsões relacionadas com as alterações climáticas se materializarem. (eu sei, eu sei, que este inverno não tem havido falta de pluviosidade. Bem pelo contrário. Porém, o que interessa em relação às alterações climáticas é o longo prazo, não um só ano).

11 novembro 2008

10 novembro 2008

AS NOVAS MALDIVAS


As Maldivas, o país mais ameaçado pela subida dos níveis dos mares associada às alterações climáticas, começaram a tomar medidas para prevenir o seu desaparecimento. Como? Através da construção de diques? De novas barreiras? Da drenagem de terrenos? Não.
Como o ponto mais alto das Maldivas é apenas 2,4 metros acima do nível do mar, tais medidas não surtirão grande efeito se as previsões das alterações se concretrizarem. Por isso, o novo presidente das Maldivas optou por seguir uma outra estratégia: comprar terra noutro país. Devido à afinidade cultural, a Índia e Sri Lanka são os principais candidatos para se tornarem numa nova terra prometida para este país com 300 mil habitantes.

21 outubro 2008

PORTUGAL, PAÍS MODELO

Quem diria que Portugal se tornaria num modelo para um país como o Canadá? Não, não estou a ser irónico nem malicioso. A CBC, a televisão pública canadiana, apresentou Portugal como um modelo a seguir ao nível das energias alternativas. Sob o título "The little nation that could go green - and is" a reportagem da CBC rasga enormes elogios ao nosso país pelas inovações introduzidas na área das energias alternativas. Sinceremente, fiquei orgulhoso ao ver o artigo. Vou tentar arranjar o video no You Tube para o postar aqui no blogue.
Quem disse que de Portugal só vêm más notícias?

16 setembro 2008

O GRANDE DEGELO CONTINUA

Como já se previa, parece que este ano se vai bater um novo recorde do degelo no Ártico. A grande generalidade dos cientistas concordam que o grande degelo é consequência das emissões dos gases de efeito de estufa gerados pelos humanos. Quase toda a gente concorda. (Sarah Palin não...). Pessoalmente, acho que o degelo das calotas polares é o principal, se não único, sinal concreto que as alterações climáticas estão mesmo a acontecer.
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Desconfio sempre quando este ou aquele fenómeno natural é atribuído às alterações climáticas. É que um evento não é uma tendência. Assim, atribuir conflitos como o Darfur às alterações climáticas (como o secretário-geral da ONU fez recentemente) não faz sentido.
Porém, o mesmo não se passa com o degelo dos pólos. Os modelos climatéricos sempre o previram e os dados recolhidos mostram uma clara tendência de degelo que até tem superado as nossas piores previsões. As consequências de tal degelo ainda são intensamente debatidas. No entanto, a inevitabilidade do mesmo degelo é cada vez menos questionada.

24 junho 2008

24 maio 2008

CARROS GRANDES

A subida dos preços dos combustíveis tem tido um impacto substancial um pouco por todo o mundo. Na América do Norte, a subida dos preços petrolíferos tem levado muitos (muitos mesmo) consumidores a deixarem os seus queridos jeeps e camiões. Vêem-se muitos sinais de particulares que querem vender os seus carros de um tamanho descomunal, que são grandes bebedores e sorvedores de gasolina e gasóleo. A subida dos preços petólíferos é, sem dúvida, uma má notícia para a grande maioria das economias, mundiais, mas é definitivamente uma óptima noticia para aqueles que defendem que a arma mais eficaz contra as alterações climáticas é um aumento substancial dos preços dos produtos petrolíferos. Haverá uma intensificação da procura de carros e energias mais eficientes, bem como a substituição de veículos pouco eficientes.

23 maio 2008

A EXTINÇÃO DOS URSOS

Os ursos polares passaram a ser considerados pelo governo americano uma espécie em vias de extinção. Tudo por causa das alterações climáticas.

16 abril 2008

SUBIDA DOS MARES

Um novo estudo estima que a subida dos mares está a acontecer a um ritmo bastante mais rápido do que o previsto até agora. Adaptação e prevenção são cada vez mais as palavras de ordem.

15 abril 2008

O MAIOR EMISSOR


A China já é o maior emissor de dióxido de carbono do mundo, tendo o privilégio de ultrapassar os Estados Unidos nesta categoria pouco honrosa . Claro que a China ainda não é o país que emite mais CO2 por habitante. Bem longe disso. E, relembre-se, a China continua a ter um PIB per capita bastante mais baixo do que os países da OCDE, o que quer dizer que a margem de manobra para os chineses aumentarem as suas emissões por habitante ainda é muito larga. Já agora, ficam aqui alguns indicadores das emissões de dióxido de carbono. Em 2004, os maiores emissores de CO2 (em percentagem do total) eram:
  1. Estados Unidos 30.2 %
  2. China 18.4 %
  3. União Europeia 11.4 %
  4. Russia 5.6 %
  5. India 4.9 %
  6. Japão 4.6 %
  7. Alemanha 3.0 %
  8. Canadá 2.3 %
  9. Reino Unido 2.2 %
  10. Coreia do Sul 1.7 %

A nível das emissões por habitantes, os 5 maiores emissores de CO2 eram (por ordem relativa):

  1. Luxemburgo
  2. Estados Unidos
  3. Austrália
  4. Canadá
  5. Finlândia

03 abril 2008

O SOL E O CLIMA

Através da utilização de imagens de satélite, cientistas britânicos confirmaram aquilo que era crescentemente evidente: as mudanças do comportamento do sol não são suficientes para justificar o aumento das temperaturas globais nas últimas décadas. Cai por terra a hipótese avançada por muitos dos cépticos que questionam que as alterações climáticas são provocadas pelos humanos. Mais uma prova que há que começar a fazer algo para reverter e reduzir as emissões de CO2 (e metano) para a atmosfera.

19 março 2008

GELO (NÃO MAIS) PERENE

Mais indícios dos dramáticos impactos que as alterações climáticas estão a ter no Ártico. Com base em imagens de satélite, investigadores detectaram o maior declínio de gelo perene do Ártico desde que os registos começaram. O Washington Post dá mais detalhes sobre esta história.

16 março 2008

A EXTINÇÃO DOS GLACIARES



Há poucas coisas tão bonitas como a visão de um glaciar, o verde intenso das águas glaciares, a beleza intensa de um glaciar. Quantos versos não foram escritos por poetas, quanta prosa, quantas vidas não mudaram perante a imensidão de um glaciar?
Com as alterações climáticas, os glaciares estão em risco de extinção um pouco por todo o mundo. Para além da perda estética e imaterial, o desaparecimento dos glaciares poderá ter um significativo impacto económico. O Observer deste domingo refere alguns desses impactos.

14 março 2008

MISSIONÁRIO DAS CAUSAS GRANDES

Depois do Médio Oriente, o Missionário das Causas GRANDES, aquela alma caridosa que tem por nome Tony Blair, vai liderar uma equipa internacional que tem por missão mediar um acordo entre a Europa, os Estados Unidos e a China sobre as alterações climáticas. No discurso em que anunciou (mais) estas novas funções, Tony Blair, o visionário, afirmou: "Act urgently or global warming will be irreversible" ("Actuem urgentemente ou o efeito de estufa será irreversível").
Pois tem toda a a razão, senhor Blair. O que eu gostaria de saber é o que é que ele fez em relação ao combate contra as alterações climáticas durante os 10 anos do seu governo.

05 fevereiro 2008

O DEGELO DOS URSOS

Segundo o PUBLICO, os Estados Unidos preparam-se para declarar os ursos polares como uma espécie em risco de extinção. A razão? O grande degelo dos gelos polares (que acontece graças às alterações climáticas), que faz com que os ursos não consigam apanhar as focas a tempo enquanto elas estão fora de água. O urso polar poderá assim tornar-se no grande emblema dos ambientalistas no combate às alterações climáticas.

28 dezembro 2007

O GRANDE DEGELO



Como acontece todos os anos, os cientistas do Environment Canada elegeram os dez eventos meteorológicos do ano. Num país tão vasto, não é surpreendente que hajam as mais variadas catástrofes, bem como fenómenos climáticos extremos. No entanto, o evento eleito como sendo o mais marcante do ano tem implicações não só para o Canadá, como também para o resto do mundo. Para surpresa de todos, em meados de Setembro, imagens de satélite revelaram que o degelo do Ártico tem ocorrido a um ritmo muitíssimo mais elevado do que estimado pelas previsões mais pessimistas dos cientistas. No final do Verão de 2007, havia cerca de 23 por cento menos gelo do que em 2006. O degelo é extremamente dramático e revelador, pois uma grande maioria dos nossos modelos climáticos previa um degelo desta magnitude somente daqui a 30 anos! Claro que um ano não são anos, e uma observação não faz uma tendência. O problema é que a tendência existe. Nos últimos 15 anos, os Invernos no Ártico têm sido demasiado brandos e temperados, e os 5 dos 10 anos mais quentes que há registo aconteceram desde 2001.
Sinais alarmantes daquilo que será o nosso futuro comum. Um Ártico sem gelo no Verão. Os níveis dos mares a subir. E o agravar dos fenómenos extremos.
Mais do que a invasão espanhola, da competição chinesa ou indiana, ou o descer nos rankings relativos de países, as alterações climáticas são e serão o nosso maior desafio. Prevenir e planear são as palavras de ordem. Esperemos que não sejam, como é costume entre nós, palavras vãs.
ASP

15 dezembro 2007

O CONTRA-SENSO DE BALI



Pelo que parece, as diversas delegações à conferência das Nações Unidas sobre as alterações climáticas chegaram a um acordo sobre a redução dos gases responsáveis pelo efeito de estufa. Ainda não se conhecem todos os pormenores do acordo, mas, antes de mais, vale a pena relembrar alguns factos. Realizar uma cimeira do clima em Bali, Indonésia, em que participam cerca de 10 mil delegados e suas comitivas, mais cerca de 5 mil lobistas, é para todos os efeitos um contra-senso. Segundo algumas estimativas, as emissões das viagens de todos os delegados, comitivas e lobistas, atinge cerca de 100 mil toneladas de dióxido de carbono, o equivalente às emissões anuais de países como o Chade. É certo que as emissões de CO2 do Chade são relativamente pequenas, sendo 60 mil vezes menores que as emissões dos Estados Unidos ou 6 mil vezes menores do que a do Reino Unido. É também óbvio que este tipo de cimeiras não se pode realizar por vídeo-conferência, pois grande parte das negociações é informal e pessoal. Mesmo assim, vale a pena lembrar que as emissões dos participantes na conferência de Bali são referentes a apenas 10 dias. DEZ dias. Porquê Bali então? Porquê um local tão remoto (para grande dos participantes, pelo menos)? Porque não perto da sede da ONU, em Nova Iorque? Porque, essencialmente, Bali é num país em desenvolvimento, onde as manifestações e os protestos das ONGs, sindicatos, etc, são bastante reduzidas (principalmente quando comparadas com o que se passou em Seattle em 1999). E quanto menores os protestos melhor.


ASP