A tragédia nuclear de Fukoshima está bem longe de acabar. O governo japonês já classificou a crise com um grau de gravidade tão elevado como Chernobil (apesar de, alegadamente, a radiação ainda ser bastante mais baixa do que aconteceu na Ucrânia) e já se fala em fazer o mesmo que foi feito em 1986, isto é, "enterrar" os reatores e impor uma zona de exclusão de 50km ao redor da central nuclear. Se tal acontecer, o impacto será certamente bem maior do que em Chernobil, pois a densidade populacional em redor da central japonesa é bem maior. Ainda por cima, já há outro reator em chamas. Ou muito me engano, ou vai levar muitos anos para que a indústria nuclear recupere deste acidente.
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12 abril 2011
22 março 2011
16 março 2011
TRAGÉDIA JAPONESA
A tragédia nuclear japonesa agrava-se rapidamente. Para quem estiver interessado, aqui estão dois websites que seguem atentamente esta questão:
Kyodo News:
Zero Hedge: http://www.zerohedge.com (um site sobre os mercados financeiros, mas que tem feito um trabalho admirável sobre a catástrofe japonesa)
15 março 2011
LIÇÕES DA TRAGÉDIA JAPONESA (2)
Uma das outras consequências mais ou menos inevitáveis da tragédia japonesa será o princípio do fim do renascimento da energia nuclear. Perante a catástrofe no Japão, vários países (incluindo os Estados Unidos) já decidiram adiar o investimento projectado em novas centrais nucleares. Em Portugal a questão ameaça ficar na praia mesmo antes de levarmos a cabo um debate sobre o assunto.
18 agosto 2008
PINHEIROS AMEAÇADOS (3)

O Guardian de hoje noticia a ameaça do escaravelho dos pinheiros e do seu impacto em Portugal e no sul da Europa, que já foi aqui referida. A ameaça é real e alarmante. Na British Columbia, Canadá, já foram afectados mais de 130 mil quilómetros quadrados de floresta (a foto é de uma das áreas atingidas). Vastos recursos já foram investidos em tentativas de prevenção, mas ainda não se conhece nenhuma forma eficaz de parar a praga.
14 maio 2008
CAMPEÃ DA AMAZÓNIA
Marina Silva, até agora ministra do ambiente do Brasil, demitiu-se do cargo de ocupava desde 2002: Silva alegou não ter mais condições políticas para continuar a sua campanha de defesa do ambiente da da floresta amazónica. Os ambientalistas já lamentaram a decisão e consideraram a saída de Marina Silva do governo como um grave retrocesso na defesa ambiental brasileira. A Amazónia ficou mais desprotegida e vulnerável.11 maio 2008
PRAGA DAS PALMEIRAS
O António alerta que a praga dos escaravelhos não se restringe aos pinheiros. Pelo que parece, as palmeiras também estão a ser afectadas.
07 maio 2008
PINHEIROS AMEAÇADOS
Depois de serem detectados novos focos de "infecção" na região de Coimbra, o governo decidiu suspender as exportações de "material sem garantias fitossanitárias por causa do problema do nemátodo do pinheiro". Em termos menos técnicos, este nemátodo do pinheiro é conhecido no Canadá como o escaravelho do pinheiro e tem causado uma desvastação sem precendentes nas extensas florestas canadianas, principalmente nas províncias de British Columbia (onde resido) e de Alberta (vizinha da primeira). Os canadianos já gastaram milhões e milhões de dólares para combater a praga, mas sem grande resultado. E nem o frio canadiano tem dado frutos. Por onde passem estes insectos, as florestas simplesmente morrem. Por mais que se cortem e se tentem conter, a verdade é que ainda não existe nenhum remédio eficaz que combata tal praga. Nem o abate de pinheiros nem quaisquer pesticidas resultam. A única solução encontrada? O frio. No Canadá, a única coisa que mata tais bichos é o frio. Os escaravelhos morrem com as baixas temperaturas e o seu ciclo reprodutivo é interrompido. Estas são as boas notícias.
As más notícias é que o frio que estamos a falar não é o frio que temos em Portugal. Somente temperaturas abaixo de 30 graus negativos durante vários dias é que resultam contra esta praga. Por isso, a ameaça que estes insectos representam é muito, muito séria. Este problema tem o potencial para destruir as nossas florestas de pinheiros e arruinar a indústria madeireira, bem como as comunidades que dependem desta indústria. Esperemos que não, mas este problema pode ser tão ou mais grave para as florestas portuguesas quanto os tradicionais incêndios do Verão.
09 abril 2008
PRESERVATIVOS SALVADORES
Foi esta semana inaugurada uma fábrica de preservativos na Amazónia brasileira, que tem por objectivos principais combater a deflorestação e criar emprego. Mais de cem milhões de preservativos serão produzidos todos os anos, utilizando a borracha da Amazónia. É o que se diz matar dois coelhos de uma cajadada só: protege-se a floresta e protegem-se milhares e milhares de casais.
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