Mostrar mensagens com a etiqueta Progressos do atraso. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Progressos do atraso. Mostrar todas as mensagens

14 janeiro 2008

PORTUGAL JÁ NÃO É SÓ BURROS

O PUBLICO tem hoje uma notícia interessantíssima sobre a cobertura do New York Times sobre Portugal. O PUBLICO descobriu que, afinal, o mundo já não pensa que somos um país atrasado. Segundo o jornal, Portugal combina o passado com a modernidade e a cultura de uma forma exemplar. Aliás, como já foi aqui falado, Lisboa foi considerada pelo mesmo New York Times como um dos melhores destinos turísticos do ano 2008.
É óptimo que um jornal nacional tenha reparado que, afinal, os outros já não nos vêem como o país de coitadinhos que tanto gostamos de nos caracterizar, e como tantos e tantos comentadores fazem questão de nos relembrar quase diariamente. Porém, as coisas já não são bem assim. Até recentemente, Portugal era, sem dúvida, visto pelos outros como um país conservador, pouco moderno, e atrasado. Os burros ainda eram a imagem mais típica do país. Os três Fs eram um sintoma e uma prova do nosso subdesenvolvimento. Hoje em dia, os burros já não são a imagem de marca de Portugal (afinal, até já estão em vias de extinção...) e os três Fs já não são o que foram.
Visto de fora, Portugal é um país plenamente europeu, crescentemente modernizado, e de rendimento médio. Não o país decrépito e na maior crise da sua história, como muitos analistas nos tentam convencer. Ainda há muito a fazer, mas não tenhamos dúvidas que os progressos do atraso têm sido muitos e bons. Pelo menos os outros é assim que pensam, quando nos vêm de fora.

26 dezembro 2007

PROGRESSOS DO ATRASO

Numa altura em que ouvimos constantemente que fomos "ultrapassados" por mais este e aquele país (o que é um perfeito disparate, pois estas "ultrapassagens" são relativas, mas transmitem a ideia errada que a nossa economia está cada vez pior), numa altura em que nos bombardeiam com mais e mais descidas de lugares neste e naquele ranking, é óptimo por vezes surgir algum bom senso. Quando analisamos o nosso desenvolvimento numa perspectiva de longo prazo, facilmente nos damos conta do tremendo progresso que alcançámos nas últimas décadas. O DN fá-lo hoje, dando conta do impressionante aumento no número (relativo e absoluto) de licenciadas nos últimos 50 anos. Esperemos que o exemplo do DN seja repetido mais e mais vezes.
ASP

10 dezembro 2007

OS PROGRESSOS DO ATRASO



O Ministério da Saúde anunciou hoje que a taxa de mortalidade infantil atingiu o valor mais baixo de sempre, com uma taxa de 3,3 mortes por cada 1,000 nascimentos. Este é um facto a saudar e em linha com a pronunciada tendência de descida das últimas décadas. Portugal tem hoje uma das taxas de mortalidade infantil mais baixas do mundo. Para aqueles obcecados com os "rankings" relativos dos países (e que desvalorizam os grandes progressos das últimas décadas) interessa referir que a nível da mortalidade infantil Portugal está bem à frente de países como os Estados Unidos ou o Reino Unido.
Interessa também lembrar que há duas ou três décadas atrás, Portugal era um dos países da OCDE com as mais altas taxas de mortalidade infantil. Há 20 anos atrás, os nossos indicadores de mortalidade infantil eram terceiro-mundistas. Hoje são do melhor que existe.
Como sempre, certamente que muitos irão minimizar este feito. Afinal, é sempre popular ser-se pessimista e derrotista.
Contudo, muitos são os nossos progressos do atraso (na expressão feliz de Pedro Lains) e muitos avanços foram conseguidos nas últimas décadas. As baixíssimas taxas de mortalidade infantil são somente mais um indicador de que o mito do país dos coitadinhos é apenas isso, um mito. Mais nada.

PS. Foto retirada do site http://antoniocruz.net/mostrar/eventos/2005/burros/