O "Mitos da Economia Portuguesa" voltou aos tops de Economia e Gestão. Na última semana, o "Mitos" estava no segundo lugar da Bertrand. O topo da lista era ocupado pelo livro "Terramoto BCP" de Maria Teixeira Alves. O Mitos também esgotou na FNAC mais uma vez.
Obrigado a todos.
Mostrar mensagens com a etiqueta Livros _ Mitos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Livros _ Mitos. Mostrar todas as mensagens
11 agosto 2008
27 maio 2008
27 fevereiro 2008
ECONOMIA VERDE _ COMENTÁRIO DOS LEITORES (10)
Martim Ayres, estudante de História na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tem o seguinte comentário e pergunta:
"Foi me oferecido o livro "Os mitos da economia portuguesa" e gostei imenso. Os meus conhecimentos de economia são muito poucos e resumem-se ao que aprendi dentro da história e geografia e das ciências sociais e humanas. Sempre gostei de Economia, mas a minha escola secundária não a ofereceu como opção dentro da área de ciências sociais e humanas, embora a tivesse para os alunos de economia. Espero que perdoe qualquer incoerência no meu discurso. Dentro do que eu consegui entender de economia sempre gostei do conceito do estado providência. Fazia-me sentido uma economia virada para o poder de compra e o consumo. Com este livro entendo que o estado providência provoca um crescimento económico sustentado num modo de vida e não na competitividade, qualidade e inovação dos actores dessa economia.
^
No entanto restaram-me algumas dúvidas. Entendo que as economias ocidentais estão totalmente baseadas no consumo de petróleo. Deve se a três planos, o da produção de energia eléctrica, o dos combustíveis para transporte e o plano da matéria prima plástica. Estes três planos sustentam a economia e é nos impossível de pensar uma economia sem a interligação entre os três. Sei que o abrandamento das economias europeias está ligado e este facto, cada vez que o preço do petróleo aumenta, estes três planos tornam-se mais dispendiosos, e a economia menos competitiva. A pergunta que faço é se será um hipotético plano de reforma total da economia, focado na substituição da produção de energia em derivados de petróleo, na substituição dos combustíveis fosseis para os transportes e na substituição do plástico como matéria prima (ou uma lei que o obrigasse a ser totalmente reciclado); ao diminuir o peso do consumo do petróleo (e logo o preço também), e ao mesmo tempo ajudando definitivamente para a redução de emissões (um plano dois em um!) não seria potencializador das economias ocidentais? Ou seja, até que ponto é que uma economia "verde", não seria mais competitiva? E em relação aos países de 3º mundo e em desenvolvimento, os novos "grandes consumidores de petróleo" com quem nos competimos agora, essa economia verde não seria uma mais valia para nós (ou a sua ausência um "handicap")? E uma essa hipotética diferenciação entre o ocidente "verde" e o resto do mundo seria positiva? Seria uma economia "verde" capaz de manter o modelo social europeu e o estado providência? É uma economia "verde" o "pesadelo" do neoliberalismo?"
Caro Martim,
Obrigado pelas suas palavras e pela sua mensagem. Será de facto a economia antagonista da economia de mercado? Será uma "economia verde" incompatível com o modelo social europeu? A resposta a estas duas perguntas é, cada vez mais, negativa. Há algumas décadas era, sem dúvida, verdade que a Economia era vista como inimiga da preservação do ambiente. Em certo sentido, isso ainda é verdade, principalmente nos países em desenvolvimento, onde as estratégias de industrialização são frequentemente penalizadoras do ambiente. Só para dar um exemplo e se estiver interessado, o New York Times tem uma série de artigos sobre o incrível crescimento da economia chinesa e as repercussões que este crescimento desenfreado tem tido sobre o meio ambiente na China (a série chama-se "Choking on growth").
^
Dito isto, é cada vez mais claro que um número crescente de economistas e de empresas vêem o ambiente (a sua "economia verde") como um mercado como um potencial tremendo. Há cada vez mais empresas a investir em carros híbridos. Há cada vez mais companhias a investir em energias alternativas. Há cada vez mais empresas a fazer o marketing dos produtos "verdes". Mesmo na América do Norte (o supra-sumo das sociedades consumistas), ser-se verde é cada vez mais "cool". Ou seja, mais que um desafio, a apetência dos consumidores por produtos menos nefastos ao ambiente tem levado à introdução de novos produtos e novas tecnologias mais "verdes".
^
O mesmo se passa com a procura de novas fontes de energia e com tecnologias menos nocivas e mais eficientes energeticamente. O que falta saber é se esta alteração dos hábitos de consumo e de investimento terá um impacto real sobre a sustentatibidade do meio ambiente. Em relação às alterações climáticas, a resposta é provavelmente negativa. É por isso que ainda existe espaço para o Estado intervir, quer a nível legislativo, quer a nível da introdução de incentivos que facilitem a transição para uma economia mais "verde". E é por isso que ainda existe espaço para o debate (que será aqui continuado em posts futuros).
18 fevereiro 2008
04 fevereiro 2008
COMENTÁRIOS DOS LEITORES (8)
Continuação dos comentários do Antonio:
"Imigração. Está em voga dizer que é uma mais valia. É politicamente incorrecto dizer o contrário. Não me considero nem conservador nem tenho nada contra os imigrantes. Mas tenho muitas duvidas sobre os benificios da imigração e penso que o assunto foi tratado com muita ligeireza.De que imigração se está a falar? De cérebros, tipo indianos barras em informática? Ou de ucranianos médicos e engenheiros que andam a trabalhar nas obras? Há que entender que o modelo de desenvolvimento europeu que vigorou ate aos anos setenta assentou na emigração, mas que o boom da economia europeia que o justificou, foi-se. E o que temos agora? Larguissimos milhões de europeus a viver de subsidios sociais, pondo em causa a sobrevivência do estado social enquanto se importam os novos escravos assalariados que executam as tarefas que os tais subsidiodependentes rejeitam. Não acha você, que claramente defende uma politica de incentivos correctos, que esta imigração só existe porque os europeus andam a receber incentivos errados para ficarem em casa e deixarem para os imigrantes as tarefas mais "aviltantes"? Mas isso não vai resolver o problema porque os filhos desses imigrantes não vão querer desempenhar essas tarefas originando assim um circulo vicioso. Por isso eu chamo a esses imigrantes algo politicamente incorrecto: escravos assalariados.Mas sejamos claros, nenhuma sociedade equlibrada pode viver sem o Sr.Isidro que nos serve de manhã a bica e o croissant, sem a Dona Quitéria que nos vende o jornal no quiosque, sem a loira que nos corta o cabelo mensalmente,sem o taxista, o camionista, o carteiro, o empregado de mesa, a caixa do supermercado, o padeiro, o pasteleiro, o sr. José do talho e a D.Maria da peixaria. E que dizer da imprescindivel da D.Bia que vai lá a casa às 3as feiras e me deixa tudo a brilhar e as camisas impecáveis? Será que de futuro queremos que estas profissões "vergonhosas" sejam só desempenhadas por imigrantes enquanto andamos a descontar para que muitos dos nossos compatriotas andem confortávelmente encostados ao subsidio de desemprego? Será isto uma politica sustentável? Será que os incentivos que o Estado Social Europeu criou com tantos subsidios não estrá profundamente errado? E isto prende-se com a política de educação. Quer-se à viva força que toda a rapaziada chegue pelo menos ao 12º ano. Mesmo aqueles que manifestamente não o querem e que não se esforçam. Isso custa muito a um país. Faz-se um esforço enorme para que todos cheguem ao 12º ano. E o que irá acontecer de futuro? Teremos falta de pedreiros, de empregados de mesa, de taxistas e de padeiros e teremos de continuar a importar imigrantes para essas tarefas "menos dignas". Mas o que ´será ainda mais grave é que para que todos completem o 12º ano torna-se necessário baixar os patamares de exigência nas escolas. Isto é, abre-se as portas à mediocridade. E isso obviamente não é um factor de estimulo para os mais aptos e interessados. Por isso as nossas faculdades estão a abarrotar de alunos que deviam ter ficado pelo caminho e que irão ser futuros desempregados. Mas que talvez pudessem ser excelentes empregados de mesa. Ou pintores, carpinteiros etc. Por isso salvo raras excepções a excelência está ausente do nosso ensino. E consequentemente da nossa investigação. Talvez por isso a própria Alemanha esteja a importar em tão grande quantidade cerebros da India. Porque está tão preocupada em criar futuros desempregados no seu próprio país que acaba também por ter necessidade de importar elites. E também turcos para varrerem as ruas. Eu não tenho certezas de nada excepto que não tem havido coragem para olhar para estes assuntos de frente. Da mesma forma que durante décadas, quando´era já visivel que as seguranças sociais dos países europeus estavam insustentáveis se continuaram a conceder benesses perfeitamente impossiveis de cobrir num futuro próximo. E só há muito pouco tempo esse assunto deixou de ser tabu. Levantei estas questões porque foi você a levantá-las no seu livro. E porque acho que pessoas como você têm obrigação de levantar questões incómodas."
O que nos dizem os estudos económicos e sociais sobre a questão da imigração é que, habitualmente, a mesma é complementar aos trabalhadores nacionais. Isto é, os imigrantes não vêm para substituir o Sr.Isidro, a Dona Quitéria, ou a loira-que-nos-corta-o-cabelo-mensalmente. Pelo contrário, quase sempre, a imigração acontece em conjugação com esses mesmos trabalhadores. Neste sentido, o Sr. Isidro contrata um brasileiro para trabalhar consigo, a loira-que-nos-corta-o-cabelo-mensalmente arranja uma ucraniana para a ajudar, etc, etc. O problema é que a Europa tem quase sempre tratado os imigrantes como trabalho temporário e não como uma das soluções para os seus problemas produtividade e de fertilidade. E assim criam-se mais problemas sociais e os imigrantes não se integram nas nossas sociedades.
"Lembro-me também da questão de Espanha. É claro que Espanha não é um papão. Por mim nuestros hermanos são muito benvindos. Mas não sejamos ingénuos. Quando a Ford Volkswagen investe em Portugal, tem por base critérios puramente económicos. Previsões de rentabilidade, dado o custo da mão de obra, custo de infraestruturas, benesses concedidas pelo governo português etc. Já o investimento espanhol tem um caracter diferente.Muito mais estratégico.A Espanha, muito naturalmente, tende ser a potência hegemónica da Peninsula.E com toda a justeza e mérito. A Espanha tem tido uma evolução invejável. Já passou a Itália. E quer passar a França. E nós somos o páteo das traseiras. Uma especie de saguão. Basta ler o El País e verificar que se passam semanas sem que haja uma referência a Portugal. Basta lembrar-nos que Espanha só terminou as suas ligações para Portugal por autoestrada muitos anos depois de ter ficado ligada à Europa. Mas que não se culpe a Espanha. Quando muito deve-se ao nosso demérito.Por isso a Prisa, a EDP, a Banca, as herdades no Alentejo e os prédios na Avenida da Liberdade.Para finalizar este namoro e já que ainda estamos longe de aterrar na Portela onde muito provavelmente nos espera um passeio de autocarro à boa maneira portuguesa, (mesmo com as mangas do aeroporto vazias), lembro-me de você ter falado na questão da produtividade. Parece-me que na generalidade em Portugal muito poucos ainda assimilaram as três vertentes do aumento de produtividade. Produzir mais quantidade e melhor qualidade a melhor preço e sobretudo com melhor imagem. Lembremo-nos apenas que para aumentar o valor acrescentado dos nossos sapatos basta carimbá-los com "made in Italy". E parece-me que Portugal não tem associada a si qualquer imagem de qualidade. Nem sequer no sector que tem tido enorme dinamismo nos ultimos anos entre nós. Os vinhos portugueses escasseiam nos escaparates das lojas por esse mundo fora e muitas vezes encontram-se nas zonas sombrias dessas lojas. E vale a pena comprar bons vinhos portugueses em Toronto ou no Luxemburgo, pois dada a falta de imagem de qualidade são vendidos bem mais baratos nesses países do que em Portugal.E digaq-se de passagem que fiquei um pouco assustado pois acabeu de beber excelentes tintos austriacos.Até na Austria se estão a produzir excelentes tintos. Estamos a começar a descer e os meus ouvidos já começam na zumbir. Mas acho que ainda vou ter tempo de lhe falar no Algarve. Por errada opção da minha vida encontro-me a viver no Algarve e vejo com enorme desgosto que insistimos numa polílica de contrução desmesurada destinada a trazer o inglês de tatuagens e Tshirt sem alças que põe as patas na cadeira da frente quado se senta. Será impossivel nesse sector tão importante aumentar a produtividade porque cada vez mais as unidades irão vender-se a preços de saldo para ocupar as camas vazias. Claro que há excepções. Honrosas excepções. Mas a regra é investir nos carroceiros. Ignora-se ainda um aspecto. É que o bom não se gosta de misturar com os carroceiros. Enfim."
Caro António, mais uma vez o meu obrigado por levantar questões tão pertinentes e importantes. Quanto à Espanha, o que eu queria alertar é que a invasão espanhola não se tem concretizado. Muito pelo contrário. Os números hoje aqui revelados só confirmam esse facto mais uma vez. Não podia concordar mais consigo no que diz respeito à produtividade. Nomeadamente, é sem dúvida vital "Produzir mais quantidade e melhor qualidade a melhor preço e sobretudo com melhor imagem". Em relação ao Algarve, penso que tem toda a razão. O potencial do Algarve continua a ser desperdiçado por esta política de construção turística desenfreada. O Algarve teria tudo a ganhar se tentasse atrair outros sectores para desenvolver a sua economia. Aliás, como foi referido no Mitos. Estes temas continuarão a ser debatidos no blog.
31 janeiro 2008
29 janeiro 2008
COMENTÁRIOS DOS LEITORES (7)
O Antonio disse:
"Caro Álvaro, Como há uns dias lhe disse, gostei imenso do seu livro. Embora, como dificilmente poderia deixar de ser, tenha opiniões algo diferentes das suas. Disse-lhe anteriormente que considero esta crise um dos maiores desafios, senão o maior da nossa história... Depois de um terramoto torna-se óbvio a necessidade da reconstrução. É mais fácil unir esforços e ideais. Transformarmo-nos a nós próprios e superarmo-nos não é assim tão evidente. E há sempre quem não esteja de acordo. E no nosso país há quem por inépcia não esteja interessado em mudanças. Mas há quem também não esteja interessado porque essas reformas irão pôr em causa os sagrados direitos conquistados a seguir ao 25 de Abril. Existe muita gente a remar em sentido contrário. Não sei se chegaremos a bom porto. Para já o tal bom porto não está no horizonte. Continuamos a divergir. Passemos à frente. Estou a escrever-lhe no avião de regresso a Portugal depois de um fim de semana alargado passado entre Viena e Budapeste. Fiquei impressionado com Budapeste que não conhecia. Minha mulher diz-me que há 30 anos tudo estava esburacado e sujo. Mas hoje vejo Buda recuperada e Peste em franca recuperação com as sua enormes avenidas de imponentes edificios fim de imperio, arte nova e art deco e os sintomáticos Louis Vuitton e Cartier já instalados. Lembro-me da nossa Lisboa que deixa deitar a baixo alguns dos seus mais belos edificios e que por falta de coragem política e pura demagogia de alguns nunca até hoje resolveu o problema da legislação do arrendamento o que origina uma cada vez maior degradação urbana e que muitos edificios estejam tijolados e destinados cruelmente à demolição. Com a perca de uma enorme mais valia para a cidade. Não é assim que se dá a volta a um país.Invejo o seu optimismo."
"Caro Álvaro, Como há uns dias lhe disse, gostei imenso do seu livro. Embora, como dificilmente poderia deixar de ser, tenha opiniões algo diferentes das suas. Disse-lhe anteriormente que considero esta crise um dos maiores desafios, senão o maior da nossa história... Depois de um terramoto torna-se óbvio a necessidade da reconstrução. É mais fácil unir esforços e ideais. Transformarmo-nos a nós próprios e superarmo-nos não é assim tão evidente. E há sempre quem não esteja de acordo. E no nosso país há quem por inépcia não esteja interessado em mudanças. Mas há quem também não esteja interessado porque essas reformas irão pôr em causa os sagrados direitos conquistados a seguir ao 25 de Abril. Existe muita gente a remar em sentido contrário. Não sei se chegaremos a bom porto. Para já o tal bom porto não está no horizonte. Continuamos a divergir. Passemos à frente. Estou a escrever-lhe no avião de regresso a Portugal depois de um fim de semana alargado passado entre Viena e Budapeste. Fiquei impressionado com Budapeste que não conhecia. Minha mulher diz-me que há 30 anos tudo estava esburacado e sujo. Mas hoje vejo Buda recuperada e Peste em franca recuperação com as sua enormes avenidas de imponentes edificios fim de imperio, arte nova e art deco e os sintomáticos Louis Vuitton e Cartier já instalados. Lembro-me da nossa Lisboa que deixa deitar a baixo alguns dos seus mais belos edificios e que por falta de coragem política e pura demagogia de alguns nunca até hoje resolveu o problema da legislação do arrendamento o que origina uma cada vez maior degradação urbana e que muitos edificios estejam tijolados e destinados cruelmente à demolição. Com a perca de uma enorme mais valia para a cidade. Não é assim que se dá a volta a um país.Invejo o seu optimismo."
Caro António, Mais uma vez obrigado pelos seus pertinentes e acutilantes comentários. Como já disse, ainda bem que discorda comigo. Aliás, o que é salutar é discordarmos uns dos outros. É essencial confrontar as nossas opiniões. Dialogar. Debater os problemas e as potenciais soluções. Só assim é que conseguimos avançar. É assim que o conhecimento progride. Por isso, discorde. Discorde muito, pois assim continuamos o diálogo. Vou responder às sua questões em dois ou três posts para poder fazer justiça aos seus comentários.
Sem dúvida que os países de Leste estão a fazer tremendos progressos. E ainda bem. Quando mais progredirem, menos gente há a sofrer as consequências da pobreza. Ainda assim, vale a pena relembrar que se Buda e Peste têm evoluído muito, também é preciso não esquecer que Portugal (Lisboa incluída) antes de 1986 era um país e hoje é outro. Em 1986, não havia sequer uma autoestrada a ligar as duas principais cidades do país. Em 1986, grande parte da economia estava na mão do Estado. Em 1986, os nossos níveis educacionais eram ainda piores do que são actualmente. Etc, etc, etc. Isto é, o progresso foi e continua a ser imenso. Nós já passámos pela primeira fase de adesão à União Europeia. Agora é importante (crucial mesmo) conseguirmos ser bem sucedidos na segunda fase, onde uma economia mais saudável e dinâmica tem que emergir dos escombros desta crise que vivemos. Amanhã respondo às suas questões da imigração e de Espanha.
26 janeiro 2008
MITOS ESGOTADO
O Mitos esgotou em muitos pontos de venda do país, inclusivamente na FNAC e na Webboom. A segunda edição já está a ser preparada e deve sair para as livrarias ainda esta semana. Obrigado pela compreensão e paciência.
22 janeiro 2008
COMENTÁRIO DOS LEITORES (6)
O João Vieira Costa, arquitecto a residir em Oslo, tem os seguintes comentários:
"Acabei recentemente de ler o seu livro “Os Mitos da Economia Portuguesa” e gostaria de lhe dar os meus parabéns. Realmente é extraordinário que ainda existe gente optimista com tanto valor nas suas observações e consequentes conclusões. Tenho uma história similar á sua numa mas numa outra área. Sou arquitecto formado no Porto e tenho estado a trabalhar na Dinamarca, na Holanda e agora na Noruega. Gosto imenso de Portugal, sou um apaixonado Portuense mas infelizmente a posição do arquitecto no nosso país ainda não é devidamente credenciada. Paralelamente a situação económica não é das mais favoráveis e como tal o investimento na arquitectura é muito escasso. Curiosamente estou a desenvolver um manifesto intitulado “Porque é que as pessoas não querem morar no centro do Porto”. Ainda se encontra numa fase embrionária, mas penso que tem potencial, com o objectivo de transmitir uma realidade que não se resuma somente a arquitectos. Não pretendo uma análise politica, mas sim gráfica, não pretendo uma análise intelectual mas sim factual. Tenciono ajudar a encontrar soluções para a questão do elevado índice de desertificação da cidade do Porto. Espero sensibilizar/alertar os Portuenses das oportunidades que estão a desperdiçar, e do potencial de que a cidade tem para oferecer. Pelo facto de me encontrar fora de Portugal tenho uma visão mais abrangente de possíveis soluções que só á distancia são possíveis de ser descodificadas. Desejo-lhe as maiores felicidades, e espero num futuro próximo encontrar outro livro seu."
Caro João,
Muito obrigado pelos comentários e pelas simpáticas palavras. Acho que o seu projecto é muito interessante e estimulante. Por isso, vá-nos dando notícias dos seus desenvolvimentos, que serão divulgados aqui no Desmitos.
21 janeiro 2008
O MITOS NA BLOGOSFERA
O Mitos continua a aparecer na blogosfera e na net. Para além dos já aqui referenciados, agradecem-se os seguintes blogs e jornais:
Se Não Existisse Teria que ser Inventado
Pax Lusitaniae
O Covil do Caçador
e, finalmente, o jornal online Rostos
Se Não Existisse Teria que ser Inventado
Pax Lusitaniae
O Covil do Caçador
e, finalmente, o jornal online Rostos
18 janeiro 2008
O MITOS NOS TOPS
O Mitos continua no top dos livros de Economia e Gestão mais vendidos. Segundo o PUBLICO de hoje, o top nacional da FNAC é o seguinte:
1. Bolsa: Investir e Ganhar MaisMiguel Gomes Silva (K Editora)
2. Ganhar em Bolsa
Fernando Braga de Matos (Dom Quixote)
3. Mitos da Economia Portuguesa
Álvaro Santos Pereira (Guerra e Paz)
4. Quem Mexeu no Meu Queijo
Spencer Johnson (Pergaminho)
5. O Futuro da Gestão
Gary Hamel
15 janeiro 2008
COMENTÁRIOS DOS LEITORES (5)
O Antonio tem o seguinte comentário:
"Licenciado em G.E. em 1980 pelo ISE, confesso que por razões de deformação profissional, nunca mais tinha lido um livro sobre economia e que foi com enorme prazer que li o seu. Simples e de fácil entendimento e que toca em muitas das fragilidades da nossa economia. Diverti-me a lê-lo e a tirar notas, sobretudo das questões em que estou em profundo desacordo consigo. Não lhe direi nada de novo mas acredito que não deixará de me dar alguma razão.Talvez porque Portugal nunca foi sujeito a grandes crises é hoje um dos Estados mais antigos do mundo.Quando muito teremos sido sempre um país em crise. Pobre, atrasado e melancólico e voltado de costas para a Europa. Mesmos na época aurea dos descobrimentos não foi visivel um salto qualitativo no país. E para o bem e para o mal, a meseta ibérica poupou-nos às grandes crises europeias. A guerra dos trinta anos, a guerra dos cem anos e até as duas guerras mundiais passaram-nos ao lado. E as nossas pequenas crises foram sempre bem delimitadas e tiveram sempre um rosto. Foi fácil pois identificar o inimigo e conjugar esforços para o combater. A actual crise não tem rosto. A actual crise somos nós próprios. São os nossos vicios, os nossos maus hábitos. É a nossa incapacidade de ter uma estratégia e de traçarmos um caminho. E como você disse já não temos aspirinas para disfarçar a crise. É a primeira vez que não temos aspirinas. Sem aspirinas e sem estratégia esta crise pode-se tornar facilmente numa doença crónica muito grave. Que o seu optimismo esfusiante não o impeça de ser um bom estratega. Nunca substime o inimigo.Parta do principio que estamos de facto metidos numa grande alhada. E que infelizmente, pelo clima de pessimismo criado e pelos números que indicam que continuamos claramente a divergir da média europeia e mais ainda daqueles que fazem parte do nosso pelotão não é aconselhavel estarmos particularmente optimistas. Os recentes péssimos resultados ao nivel do emprego, do investimento e crescimento económico não acontecem por acaso. São fruto de uma politica concertada de péssimas opções,de falta de coragem em fazer e falar claro. E claro, de péssimos exemplos que descredibizam qualquer tentativa de criar uma estratégia concertada de desenvolvimento."
Caro António,
Muito obrigado pelo seu comentário. Fico contente que tenha gostado do livro e que, principalmente, tenha discordado comigo nalguns pontos. Mal seria se assim não fosse. O Mitos serve também como uma reflexão, como um ponto de partida para levarmos a cabo um debate sério sobre a economia nacional. Um debate sem preconceitos, sem ideias feitas, sem agendas políticas. Apesar de concordar consigo que estivemos isolados de muitas das grandes crises europeias e mundiais, a verdade é que houve momentos na nossa História em que tivemos grandes dificuldades para seguir em frente. Por exemplo, em 1755 sofremos o maior desastre natural alguma vez registado no continente europeu, que destruiu grande parte da nossa capital e levou a uma perda de cerca de 50 por cento do produto nacional. Ao contrário do que seria de esperar, a crise do grande terramoto foi aproveitada pelos portugueses (e pelo governo de Pombal) para reformar a economia e a sociedade portuguesas. E a crise tornou-se numa oportunidade.
Mesmo assim, concordo inteiramente consigo quando afirma que a crise não tem rosto, que somos nós mesmos. Aliás, este é um dos nossos dilemas. Os economistas chamam isto "expectativas" ou "confiança". Uma retoma económica nunca poderá ser sustentada enquanto a confiança de todos nós na nossa economia não aumentar, enquanto as expectativas sobre as nossas capacidades não melhorarem. E este é um dos maiores desafios que enfrentamos actualmente. Os resultados do investimento, do crescimento económico e do emprego não se irão inverter enquanto as expectativas não se alterarem também.
09 janeiro 2008
MITOS NA BLOGOSFERA
Vários blogues têm falado no Mitos. Aqui estão os links aos comentários da blogosfera:
- De Rerum Natura (e também aqui)
- Kapa em Design (do Ilídio Vasco, autor da capa)
Obrigado a todos.
08 janeiro 2008
COMENTÁRIOS DOS LEITORES (4) _ Produtividade pós 25 de Abril
Fernando Santos e Silva tem os seguintes comentários:
"Em primeiro lugar desejo agradecer o ter publicado o seu livro "Mitos". Permita-me apenas um comentário sobre os indicadores de produtividade assentarem basicamante no factor de produção população. Assim se compreende (e assim refere) o abaixamento de produtividade logo a seguir ao 25ABR74. Ora, a balança de pagamentos no fim de 1973 já estava completamente desequilibrada e a diminuição da produtividade industrial (que de facto é dificil de quantificar) não terá sido tão grande como isso. Por isso penso que a apresentação dos indicadores de produtividade de 1974 em diante tal como o faz poderão levar alguns leitores a dizer cobras e lagartos do 25 de Abril. Gostaria de saber a sua opinião."
Caro Fernando,
Muito obrigado pelos seus comentários. Tem toda a razão sobre a produtividade no período pós 25 de Abril. Segundo alguns estudos, a descida da produtividade explica-se principalmente pelo aumento populacional devido à chegada dos portugueses das ex-colónias. No entanto, o que estes estudos não referem é que as elevadas taxas de produtividade nos anos 60 foram positivamente influenciadas pelo grande êxodo populacional para as colónias e para outros países. Também interessa sublinhar que tanto a produtividade industrial como a agrícola melhoraram após 1980. Mesmo nos anos 90 a produtividade destes sectores teve bons desempenhos. A grande excepção são os serviços. E é isso que é preciso resolver.
A propósito das eleições americanas, o Fernando Santos e Silva tem o seguinte artigo sobre as regras eleitorais.
COMENTÁRIOS DOS LEITORES (3)
Rolando Almeida, filósofo e autor do blog A Filosofia no Ensino Secundário, tem os seguintes comentários sobre o Mitos:
"Vi a informação sobre o livro no Rerum Natura e, hoje mesmo, comprei o livro que acabei agora de ler, de uma assentada só. Sou da filosofia e reclamo muito este género de livros para a minha área, que existem às centenas em língua inglesa e nenhum em língua portuguesa (apesar dos esforços do colega Desidério Murcho). Este trabalho de divulgação de um saber é fundamental porque é capaz de recrutar muitos interessados para as diferentes áreas do saber que, de outro modo, não teriam qualquer informação. Carl Sagan foi, para mim, um verdadeiro mestre. E é um pouco esse o trabalho que procuro desenvolver no meu blog. Mais uma vez lhe agradeço. Realmente confesso que nunca tinha lido um livro de economia com tal interesse! Devo-o a si e ao seu trabalho."
07 janeiro 2008
O MITOS NOS BLOGS _ DA LITERATURA
O Eduardo Pitta escreve o seguinte sobre o Mitos no seu blog Da Literatura:
"Álvaro Santos Pereira (n. 1972), professor de economia na Universidade de York, que no ano passado surpreendeu o milieu com um romance provocador, Diário de um Deus Criacionista, acaba de publicar um livro que radiografa os equívocos da nossa economia: Os Mitos da Economia Portuguesa. Mitos? Precisamente. Ele são as “receitas mágicas”, os “brandos costumes”, os “salários baixos”, a “paixão educativa”, o “perigo espanhol”, os “imigrantes”, o “mezzogiorno português”, a “independência madeirense” e outros que tais. Dezasseis capítulos escritos numa linguagem ágil, alicerçada em dados rigorosos, sempre acessível ao leitor não especializado. Afinal, como diz Nicolau Santos no prefácio, «a economia não tem de ser uma coisa chata». Pois não. E aqui não é, decididamente. Álvaro Santos Pereira, que tem um fino escopro de análise, pontuado com a ironia de quem lê o país à distância do Reino Unido, trata com desenvoltura temas que moldam o nosso quotidiano. Como pergunta a contracapa, «Porque é que temos tantos doutores e engenheiros, mas a produtividade não cresce?» Por que será?"
"Álvaro Santos Pereira (n. 1972), professor de economia na Universidade de York, que no ano passado surpreendeu o milieu com um romance provocador, Diário de um Deus Criacionista, acaba de publicar um livro que radiografa os equívocos da nossa economia: Os Mitos da Economia Portuguesa. Mitos? Precisamente. Ele são as “receitas mágicas”, os “brandos costumes”, os “salários baixos”, a “paixão educativa”, o “perigo espanhol”, os “imigrantes”, o “mezzogiorno português”, a “independência madeirense” e outros que tais. Dezasseis capítulos escritos numa linguagem ágil, alicerçada em dados rigorosos, sempre acessível ao leitor não especializado. Afinal, como diz Nicolau Santos no prefácio, «a economia não tem de ser uma coisa chata». Pois não. E aqui não é, decididamente. Álvaro Santos Pereira, que tem um fino escopro de análise, pontuado com a ironia de quem lê o país à distância do Reino Unido, trata com desenvoltura temas que moldam o nosso quotidiano. Como pergunta a contracapa, «Porque é que temos tantos doutores e engenheiros, mas a produtividade não cresce?» Por que será?"
06 janeiro 2008
PORQUE É QUE JOÃO JARDIM IRÁ SER AINDA MAIS JOÃO JARDIM

Como é debatido no Mitos, nos últimos anos Madeira tem sido um dos poucos pontos brilhantes da economia nacional. A Madeira tem registado um crescimento económico significativo, bem como um aumento da produtividade. Com efeito, na última década, se Portugal fosse a Madeira, não estaríamos para aqui a lamentarmo-nos que somos um país de coitadinhos, que não chegamos a lado nenhum, que os espanhóis vão comprar tudo, que que que...
O problema, para a Madeira, é que o arquipélago tem sido vítima do seu próprio sucesso. Como o rendimentos madeirense está acima da média nacional e já ultrapassa os 75 por cento do rendimento médio europeu, tanto os subsídios nacionais como europeus têm diminuído (e vão continuar a decrescer nos próximos anos).
É neste contexto que devem ser entendidas as afirmações mais recentes de Alberto João Jardim. Durante a cerimónia de abertura das comemorações do quinto centenário da elevação do Funchal a cidade, João Jardim acusou os "cubanos" (os continentais) de 500 anos de "extorsão e roubo de dois terços do produto do suor dos madeirenses, que foi retirado da Madeira e levado para as fantasias do Reino".
Penso que as afirmações crescentemente nacionalistas e independentistas de João Jardim se devem compreender no âmbito de uma correcta (e planeada?) estratégia e racionalidade económica. Podemos não concordar ou gostar do estilo, mas é indubitável que João Jardim tem sido extremamente eficaz no uso da cartada independentista quando lhe é conveniente. Quando existem ameaças veladas ou implíticitas de corte de fundos, João Jardim torna-se ainda mais João Jardim e, quase sempre, os governos do continente cedem. O problema é que agora o governo do continente está numa crise orçamental e os fundos europeus para a região autónoma vão igualmente diminuir. Deste modo, as receitas do governo regional irão ser grandemente afectadas.
O que é que resta a João Jardim para tentar contrariar este estado de coisas? A cartada independentista e a retórica nacionalista. Podemos ter a certeza que nos próximos meses João Jardim irá ser ainda mais João Jardim e as ameaças independentistas irão subir de tom. Como é que podemos ter tal certeza? Porque esta estratégia é a que tem uma maior racionalidade económica. E, podemos estar certos, de racionalidade económica percebe João Jardim. Não é à toa que João Jardim é João Jardim.
MITOS NOS TOPS
O Mitos foi o mais vendido dos livros de Economia e Gestão nas livrarias Bertrand na última semana de Dezembro. O top 5 foi o seguinte:
1. Os Mitos da Economia Portuguesa
Alvaro Santos Pereira (Guerra e Paz)
2. Organizem-se! A Gestão Segundo Fernando Pessoa
Filipe Fernandes (Oficina do Livro)
3. De Bom a Excelente
Jim Collins (Casa das Letras)
4. O Futuro da Gestão
Gary Hamel (Actual Editora)
5. Bolsa _ Investir e Ganhar Mais
Miguel Gomes da Silva (K Editora)
04 janeiro 2008
ECONOMIA DIVERTIDA
Crónica de Carlos Fiolhais hoje no PUBLICO (também pode ser lida no De Rerum Natura):"Uma das minhas resoluções de ano novo foi a de tentar saber mais sobre algumas coisas de que sei pouco. E uma das coisas de que sei menos é economia. Confesso que tenho sido muito económico no que respeita a leituras de economia. Mas, agora, descobri que há livros de ”economia divertida”, que têm o mérito de pôr essa disciplina ao alcance de ignorantes. Livros como “Freakonomics” (de Steven Levitt e Stephen Dubner, Presença, 2006) e “O Economista Disfarçado” (de Tim Harford, na mesma editora e ano) estão para a economia como os livros de divulgação científica estão para a ciência. Fazem sentir próximo algo que parecia longínquo.Julgo ser um sintoma do nosso progresso que comecem a aparecer também livros de divulgação da economia escritos em português e por portugueses. É o caso daquele que tenho entre mãos: “Os Mitos da Economia Portuguesa”, de Álvaro Santos Pereira (Guerra e Paz, 2006). O autor é um economista licenciado em Coimbra, doutorado em Vancouver, Canadá, e professor em York, Inglaterra. A obra explica-nos que o atraso económico português tem muito que ver com o nosso atraso na chegada ao trabalho: segundo o autor, só chegamos a horas ao futebol e à missa. Sobre o funcionamento dos serviços públicos, conta-nos as suas aventuras em repartições de finanças e governos civis. Mas não se esquece de acrescentar que não é só o Estado que tem culpa da nossa baixa produtividade: aponta também o dedo a gestores e a sindicatos. E, justificando o título, desmonta vários mitos. Desmonta o mito da “paixão educativa”, que deu os resultados conhecidos: apesar do investimento, éramos educados mal e continuamos mal educados. Mas refere que a culpa não é apenas do governo: por exemplo, nas universidades nacionais professores e estudantes são corresponsáveis pela mediocridade. Desmonta o mito da Europa (precisamos dela, é claro, mas a Europa por si só não nos garante a boa vida), o mito da ameaça espanhola (precisamos de mais empresas espanholas), o mito do excesso de emigrantes (devemos querer mais ucranianos e mais brasileiros) e o mito da independência da Madeira (se Malta é independente, porque é que a Madeira não poderá ser?). E conclui que devíamos insistir naquilo em que somos bons, mesmo que isso seja futebol, Fátima e fado.Apesar dos nossos defeitos, o autor lembra-nos que ocupamos um lugar bastante razoável no “ranking” da riqueza mundial (estamos entre os 25 por cento mais ricos), pelo que há muitos países atrás de nós (por exemplo, Angola, que neste momento é o país do mundo com maior taxa de crescimento económico). Pegando na expressão do historiador de economia Pedro Lains, lembra-nos que há “progressos do atraso”.É, portanto, munido com algumas noções de economia aprendidas de fresco que me preparo para tomar outra decisão no novo ano: passar o dinheiro da Caixa Geral de Depósitos para o Millenium BCP ou passar o dinheiro do Millenium BCP para a Caixa Geral de Depósitos. Há, claro, uma outra opção: passar o dinheiro dos dois para uma conta nova num outro banco, português ou estrangeiro (segundo o “El País” de 31/12/2007, o Banco Santander Central Hispano já é, em capitalização, o sexto maior do mundo ao passo que o Banco Bilbao e Vizcaya é o 16º). Somos bons nos três éfes, mas em finanças nem por isso. Apesar das minhas leituras de economia, ainda não percebi porque é que os nossos bancos privados têm de passar a ter os gestores públicos seus concorrentes quando fazem asneiras, ainda que das grossas. E estou sem perceber porque não se privatiza o banco público que Scolari, muito bem pago, publicitava com grande entusiasmo (não, o burro não é ele). Os espanhóis não têm nenhum banco público como a nossa Caixa e vivem felizes. Ou talvez perceba: é o capitalismo português que gosta de dormir na almofada do Estado. E o Estado gosta disso. Jorge Coelho mostrava-se outro dia tão escandalizado com a hipótese de a Caixa ser privatizada que fiquei convencido que era mesmo uma boa ideia. Pelo menos serviria para diminuir o défice e talvez servisse para dinamizar a economia."
02 janeiro 2008
COMENTÁRIOS DOS LEITORES (2)
O Miguel Faria e Castro, estudante de Economia na UNL, comenta o “Mitos”
“...O seu livro foi, dentro desta temática, uma das obras que mais me marcaram. De forma objectiva, e armado com uma série de indiscutíveis fundamentos estatísticos (caso para dizer: "mais forte era impossível"), consegue desmontar e destruir por completo a grande maioria dos bitaites ... que são persistentemente utilizados por opinion-makers, empresários, sindicalistas e, triste e essencialmente, por políticos portugueses.
Sendo um estudante de Economia a meio do seu curso, não posso deixar de destacar os capítulos referentes à alegada "Invasão Espanhola" e aos "Salários Baixos". Apesar de adoptar um discurso natural, simples e acessível a qualquer leitor ... consegue construir uma perspectiva clara e fundamentada dos problemas que o país atravessa e, acima de tudo, como podem esses problemas ser convertidos em oportunidades. Foi, definitivamente, o aspecto que mais se evidenciou na obra: a harmonia com que foi capaz de compatibilizar a acessibilidade do discurso ao "comum mortal" e o "trabalho de bastidores" econométrico que suporta todos os pontos que são assertados ao longo do livro.
Sem qualquer dúvida, terminei a leitura do livro com a ideia de que este, sim, deveria ser um manual indispensável, leitura preparatória obrigatória para qualquer político, economista ou comentador que se atreva a escrever mais do que duas linhas (ou mesmo só duas linhas!) sobre a Economia Portuguesa.
Um grande bem haja, os meus parabéns pel'Os Mitos e, acima de tudo, os meus agradecimentos pela excelente leitura!”
Muito obrigado pelas simpáticas palavras. O livro foi, sem dúvida, escrito a pensar nos não-economistas, bem como nos próprios estudantes de Economia. Quando era estudante, sempre procurei encontrar um livro que me explicasse de forma mais simples e natural os problemas da economia portuguesa, sem recurso a modelos elaborados ou sofisticados testes econométricos. Foi com essa intenção que o Mitos foi escrito e é bom saber que, segundo o Miguel, este objectivo foi cumprido.
ASP
“...O seu livro foi, dentro desta temática, uma das obras que mais me marcaram. De forma objectiva, e armado com uma série de indiscutíveis fundamentos estatísticos (caso para dizer: "mais forte era impossível"), consegue desmontar e destruir por completo a grande maioria dos bitaites ... que são persistentemente utilizados por opinion-makers, empresários, sindicalistas e, triste e essencialmente, por políticos portugueses.
Sendo um estudante de Economia a meio do seu curso, não posso deixar de destacar os capítulos referentes à alegada "Invasão Espanhola" e aos "Salários Baixos". Apesar de adoptar um discurso natural, simples e acessível a qualquer leitor ... consegue construir uma perspectiva clara e fundamentada dos problemas que o país atravessa e, acima de tudo, como podem esses problemas ser convertidos em oportunidades. Foi, definitivamente, o aspecto que mais se evidenciou na obra: a harmonia com que foi capaz de compatibilizar a acessibilidade do discurso ao "comum mortal" e o "trabalho de bastidores" econométrico que suporta todos os pontos que são assertados ao longo do livro.
Sem qualquer dúvida, terminei a leitura do livro com a ideia de que este, sim, deveria ser um manual indispensável, leitura preparatória obrigatória para qualquer político, economista ou comentador que se atreva a escrever mais do que duas linhas (ou mesmo só duas linhas!) sobre a Economia Portuguesa.
Um grande bem haja, os meus parabéns pel'Os Mitos e, acima de tudo, os meus agradecimentos pela excelente leitura!”
Muito obrigado pelas simpáticas palavras. O livro foi, sem dúvida, escrito a pensar nos não-economistas, bem como nos próprios estudantes de Economia. Quando era estudante, sempre procurei encontrar um livro que me explicasse de forma mais simples e natural os problemas da economia portuguesa, sem recurso a modelos elaborados ou sofisticados testes econométricos. Foi com essa intenção que o Mitos foi escrito e é bom saber que, segundo o Miguel, este objectivo foi cumprido.
ASP
Subscrever:
Mensagens (Atom)


