01 março 2011
OS CUSTOS DA SAÚDE
17 fevereiro 2011
GRANDES PROGRESSOS
| Fonte: OCDE |
26 novembro 2009
VACINA MALDITA
25 novembro 2009
BONS INCENTIVOS
13 novembro 2009
RESPOSTAS À GRIPE E A CORRUPÇÃO
15 setembro 2009
A SAÚDE DOS PORTUGUESES
- A esperança de vida em Portugal é de 78.9 anos, igual à média da OCDE.
- A taxa de mortalidade infantil portuguesa foi de 3,3 mortes por 1000 nascimentos de nados vivos, substancialmente menor do que 24,2 por 1000 em 1980. Portugal tem uma das mais baixas taxas de mortalidade infantil na OCDE.
- A maior surpresa que tive foi constatar que Portugal tem uma das taxas de fumadores diários mais baixas da OCDE! Pensei que seríamos dos piores, mas, afinal, não. Cerca de 19,6% dos(as) portugueses(as) declaram-se fumadores diários, bem menos do que a taxa média da OCDE (23,3%).
- A generalidade dos índices de saúde pública melhoraram consideravelmente nas últimas décadas
- Uma nota mais negativa regista-se em relação às taxas de obesidade, que aumentaram de 11.5% em 1996 para 15.4% em 2006. O efeito do crescimento da fast food nos últimos anos (e os poucos incentivos à promoção de vidas mais activas) está à vista.
30 abril 2009
GRIPE SUÍNA
DN_ O Banco Mundial estimava que uma epidemia de gripe da aves teria um impacto de 3 mil milhões de dólares na economia global. É possível prever os impactos desta nova gripe?
Certamente que, brevemente, quando tivermos uma noção mais concreta do impacto e da extensão do problema, irão surgir estimativas do impacto da gripe suína. O que sabemos é que o impacto final irá depender da extensão e difusão desta nova gripe. Tudo vai depender se vai haver realmente uma pandemia, quantos países serão afectados, etc.
DN- O fecho das fronteiras é a principal ameaça? Que efeitos pode ter?
Sim, o encerramento das fronteiras é uma das ameaças mais sérias. Se tal acontecesse, os efeitos económicos seriam bastante consideráveis, pois esta gripe surge num momento em que a economia mundial já está bastante debilitada. O encerramento das fronteiras irá lesar principalmente os países mais dependentes do comércio externo.
DN- Os mercados, depois de um impacto negativo nos primeiros dias, parecem agora estar a reagir bem... é de esperar que continuem a reagir bem?
Tudo vai depender da evolução da doença. Se a febre suína se tornar mesmo numa pandemia, o comércio internacional será muito atingido, o que seguramente irá afectar negativamente os resultados das empresas. Num tal cenário, certamente que os mercados irão reagir de forma negativa.
DN- Há empresas que podem sair a ganhar?
Há sempre empresas que podem sair a ganhar. Obviamente, muitas empresas do sector da saúde irão beneficiar, não só os produtores de medicamentos como o Tamiflu, mas também as empresas que vendem máscaras, produtos desinfectantes e sanitários, etc. Mas há muitos outros potenciais vencedores. Imaginemos um cenário em que se dá mesmo uma pandemia mundial e que o comércio internacional é seriamente afectado. Haverá produtores nacionais que poderão sair beneficiados se os seus concorrentes externos forem atingidos. Obviamente, se os preços dos produtores nacionais forem mais elevados do que os preços dos seus concorrentes internacionais, quem pagará a diferença serão os consumidores.
DN- Quais as que podem perder mais?
As empresas que podem perder mais são exportadores e importadoras, bem como aquelas que dependem de matérias-primas e bens intermédias para as suas produções. Ou seja, as empresas que podem perder mais são aquelas que mais dependem do comércio internacional para as suas actividades.
DN- É importante para as empresas estabelecerem planos de contingência?
Sim, claro que sim. Aliás, é muito provável que muitas empresas já o estejam a fazer, principalmente se dependerem de mercados externos para as suas produções
22 abril 2009
SATISFAÇÃO NACIONAL E SUICÍDIOS
Ainda assim, o desespero não é total, pelo menos quando nos comparamos com outros países. Se olharmos para a taxa de suicídios, Portugal é dos países que regista menores taxas de suicídios na OCDE (ver tabela abaixo e gráfico). É verdade que a nossa taxa de suicídio é maior do que a da Espanha, da Grécia, do México e da Itália, mas é bem menor do que a grande generalidade dos países. É interessante observar que, de um modo geral, os povos latinos suicidam-se bem menos do que todos os outros, inclusivamente os países bem mais abastados do que nós. Será o sol? A nossa disposição perante a vida? A nossa tendência para viver bem a vida mesmo quando as coisas não correm bem? É igualmente interessante também observar que os húngaros não só andam desencantados com a vida, mas também se suicidam a uma taxa bem mais elevada do que todos os outros na OCDE...
Finalmente, vale também chamar a atenção para um último facto. As mulheres suicidam-se muitíssimo menos do que os homens. A taxa de suicídio nacional para os homens é de 14.6 por 100 mil habitantes, enquanto a das mulheres é somente de 3,8 (ver tabela abaixo). Por que será? Qual será o segredo?
| | Total | Homens | Mulheres |
| Greece | 2.9 | 4.7 | 1.1 |
| Mexico | 3.8 | 7 | 1 |
| Italy | 5.6 | 9.3 | 2.4 |
| United Kingdom | 6.3 | 10 | 2.8 |
| Spain | 6.7 | 10.7 | 3.1 |
| Netherlands | 7.9 | 11.1 | 4.9 |
| Iceland | 8.7 | 13.2 | 4.2 |
| Portugal | 8.7 | 14.6 | 3.8 |
| United States | 10.2 | 17 | 3.9 |
| Germany | 10.3 | 16.3 | 4.8 |
| Norway | 10.5 | 15.8 | 5.3 |
| Canada | 10.6 | 16.7 | 4.6 |
| Australia | 11.1 | 17.6 | 4.7 |
| Ireland | 11.1 | 18.2 | 4 |
| Denmark | 11.3 | 16.8 | 6.3 |
| Sweden | 11.4 | 17 | 6 |
| OECD average | 11.88 | 19.0 | 5.4 |
| Slovak Republic | 11.90 | 22 | 3.1 |
| New Zealand | 12 | 20.2 | 4.2 |
| Luxembourg | 12.5 | 20.2 | 5.5 |
| Czech Republic | 13 | 22.6 | 4.4 |
| Poland | 13.6 | 24.2 | 3.9 |
| Austria | 14.5 | 24 | 6.4 |
| France | 15.1 | 23.4 | 7.8 |
| Switzerland | 16.3 | 23.9 | 9.6 |
| Belgium | 18.4 | 28 | 9.8 |
| Finland | 18.4 | 28.9 | 8.5 |
| Korea | 18.7 | 28.1 | 11.1 |
| Japan | 20.3 | 30.5 | 10.4 |
| Hungary | 22.6 | 39 | 8.9 |
