03 março 2009
A CRISE FINANCEIRA AINDA NÃO ACABOU
01 março 2009
NA PRAIA DE CHESIL
"On Chesil Beach" (publicado em Portugal pela Gradiva em 2008) é o romance mais recente do consagrado escritor britânico Ian McEwan. Este é um livro típico de McEwan, onde vívidas descrições nos transportam para os ambientes e cenários narrados pelo autor. Esta é a história de um jovem casal, Edward e Florence, e as dificuldades que eles sentem na noite de núpcias, numa época quando a libertação sexual dos anos 1960 ainda não tinha acontecido.27 fevereiro 2009
DIREITOS DE PROPRIEDADE E SUCESSO NACIONAL

Primeiro, em relação à igualdade entre os sexos, estamos muito bem, obrigado. Segundo o índice, Portugal é um dos países do mundo onde a discriminação entre os sexos é menos significativa em termos de direitos sociais, divisões de heranças, e ao acesso a empréstimos bancários e à propriedade. Talvez o mesmo não se passe noutras áreas (no emprego, no diferencial salarial, na facilidade de obter licenças de maternidade/paternidade, etc), mas em relação aos direitos de propriedade não existe grande diferença entre os homens e as mulheres.
Segundo, o ambiente legal não é bom. A nossa Justiça é demasiado lenta, demasiado burocrática e os cidadãos têm pouca confiança nos tribunais. Não é de espantar. Como refiro detalhadamente no "Medo do Insucesso Nacional", a Justiça portuguesa é um factor de descompetitividade da economia nacional. Os índices de produtividade do sector são verdadeiramente lamentáveis, apesar de os actores do sistema judicial auferirem salários relativos bastante superiores aos seus congéneres europeus (sim, por mais incrível que pareça, é verdade). Este índice internacional de propriedade confirma mais uma vez a ineficiência da nossa Justiça, uma das piores da Europa Ocidental.
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Terceiro, também deixamos muitíssimo a desejar em relação aos direitos de propriedade física e intelectual. O registo de propriedade, e a protecção dos direitos de propriedade e intelectuais continuam a ter um "score" muito baixo ao nível europeu, diminuindo, mais uma vez, a atractividade da economia nacional.
Em suma, este relatório comparativo dos direitos de propriedade ao nível internacional vem confirmar novamente que o caminho para o sucesso nacional e para a melhoria da competitividade das nossas empresas passa mais pelo combate às ineficiências da Justiça, mais pela melhoria do nosso capital humano, mais por uma cultura organizacional mais competitiva e por melhores incentivos económicos, do que pelo investimento em obras faraónicas ou pelo tradicional processo de engorda do Estado.
26 fevereiro 2009
AINDA O MEDO DO INSUCESSO
23 fevereiro 2009
I DON'T WANT TO BE A POOR FARMER
CRISE NO DESERTO
MEDO ESTRANGEIRO
Eu já vivi na Inglaterra alguns anos e a decisão não me espanta tremendamente. Apesar de haver uma maior percentagem de imigrantes no Reino Unido do que na generalidade dos países europeus, a verdade é que ainda existe bastante discriminação, principalmente em relação aos países do Sul da Europa e do Leste europeu. E isto só para falar dos trabalhadores europeus. O que é interessante constatar é que o próprio governo e as elites britânicas começam a ser invadidos por este sentimento discriminatório e xenófobo. Sem dúvida, por motivos políticos, pois as eleições estão à porta. Mesmo assim, um mau sinal. Um muito mau sinal.
INFLAÇÃO DE PODER
21 fevereiro 2009
WHITE TIGER
O vencedor do Man Booker de 2008 foi "White Tiger", o primeiro romance do autor indiano Aravind Adiga. O livro relata a história de Balram Halwai, filho de um condutor de riquexó que morre de tuberculose (tal como acontece todos os anos com milhares de indianos pobres). Balram decide fazer tudo para escapar à sina do seu pai e da sua família, que pertence a uma das castas mais baixas desse país. Por isso, torna-se num condutor de um jovem patrão recentemente retornado à Índiaapós uma estada em Nova Iorque. O livro relata então a relação entre Balram e o seu patrão, e transporta o leitor para as desigualdades e as contradições da Índia moderna. Depois de ler um livro, verá com outros olhos a simples entrada num centro comercial...
O texto está bem escrito e bem planeado e apesar de não ser um daqueles livros que se torna num clássico imediatamente, este é um romance que vale a pena ler, nem que não seja para perceber e conhecer um pouco mais a Índia de hoje em dia.
O livro será publicado em Portugal pela Editorial Presença no mês de Março com o título "O Tigre Branco"
20 fevereiro 2009
A CRISE QUE MAIS NOS INTERESSA
E, por isso, temos duas possibilidades: ou aproveitamos a crise para tentar combater as nossas deficiências de competitividade ou continuamos a fazer aquilo que temos vindo a fazer. Se optarmos por fazer aquilo que temos feito nos últimos anos, é simples. Só temos de pedir ao Estado para aumentar ainda mais as despesas públicas, mesmo que estas sejam feitas sem critérios de avaliação económica rigorosos ou sem olhar para as reais possibilidades financeiras do orçamento estatal. A tentação para o fazer será grande, até porque as regras do moribundo Pacto de Estabilidade não se aplicam quando as economias se contraem mais de 0,75% ao ano. No entanto, se o fizermos, iremos certamente agravar a situação orçamental sem retirar os proveitos económicos que urge alcançar.
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É certo que o fundamentalismo do défice dos últimos anos não nos tem ajudado. Numa altura em que a política fiscal oferecia a única possibilidade de estimular a economia por parte do Estado, preferimos embarcar num excessivo e dogmático conservadorismo fiscal, que penalizou o crescimento económico e penhorou a retoma económica. Porém, agora que seremos “autorizados” por Bruxelas a aumentar o défice orçamental, será um erro tremendo embarcar numa estratégica de aumento desmesurado das despesas públicas. A verdade é que gastar por gastar não tem levado a lado nenhum e não é crível que seja agora que tal estratégia nos irá conduzir à terra prometida do desenvolvimento económico.
É óbvio que temos de tentar minorar o impacto da recessão, principalmente em relação ao emprego. Todavia, não é realista pensar que a cura para as recessões passa necessariamente pela engorda do Estado. Não passa. Pelo menos em Portugal, onde a dimensão do Estado já é considerável em relação aos nossos congéneres europeus. Com efeito, se o fizermos, corremos o risco de hipotecar ainda mais a competitividade da economia portuguesa com o combate à crise actual, pois iremos, por certo, pagar impostos mais elevados no futuro.
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O que é que podemos então fazer? A alternativa é aproveitar a maior flexibilidade que a crise nos irá proporcionar em relação ao Pacto de Estabilidade para melhorar a competitividade fiscal das empresas e, por consequente, as suas próprias capacidades concorrenciais. Um futuro mais risonho para a economia portuguesa não passa por um Estado ainda maior e mais gastador. Um futuro melhor passa por mais empresas inovadoras e produtivas. Para o alcançarmos, nada melhor que aumentar a competitividade fiscal das empresas e oferecer os incentivos necessários para que a inovação não seja uma palavra vã no nosso dicionário."
17 fevereiro 2009
OS CURSOS DA CRISE
A GRANDE CRISE?
12 fevereiro 2009
O PLANO OBAMA
Entretanto, se quiser saber o que alguns dos melhores economistas mundiais pensam sobre o plano Obama e a crise numa linguagem acessível a todos, vale a pena espreitar aqui.
GUERRA COLONIAL
CRISE NO BOTSWANA
Já agora, quão grande foi o milagre do Bostwana? Enorme. Em 1966, o país tinha um rendimento médio por pessoa de 80 dólares. Hoje em dia, este valor é de 7,000 dólares. O sistema de saúde funciona bem (apesar de um impacto devastador do HIV/SIDA) e a educação é gratuita até aos 13 anos. Um exemplo que os economistas gostam sempre de enaltecer.
A CORRIDA DO REFUGIADO

PS. Obrigado ao Paulo Ferreira por me ter alertado para esta notícia.
10 fevereiro 2009
NOVO LIVRO

NEW BOOK
In the postwar period, the Portuguese economy was the second-fastest growing European economy and the country was touted for being one of the most important economic miracles after 1945. After it joined the European Economic Community (EEC) in 1986, the success of the Portuguese economy continued, and Portugal was regarded as an example for other countries to follow in the process of European economic integration and good macroeconomic management. However, in the last 10 years, Portugal witnessed an extraordinary reversal of fortunes, after the country began preparing its adhesion to the European monetary union and the European Union initiated its process of expansion to Eastern Europe. The real exchange rate appreciated and the country’s exports lost competitiveness. An excessively expansionary fiscal policy aggravated budget imbalances and reduced the effectiveness of fiscal policy. Consequently, GDP growth stagnated, trend productivity growth fell, and the convergence process was interrupted.
This is the background behind my latest book, “The Fear of National Failure” which is a policy book that not only aims to analyze the trends of the Portuguese economy in the last few decades, but also discusses several policy alternatives to tackle the recent economic crisis.
The book proceeds as follows. The first part of the book surveys the main factors behind the success and the failure of the Portuguese economy since its adhesion to the European Community. Part II analyzes the economic miracle of the postwar period, and presents the reasons behind the success of the industrialization period. Thus, chapter 4 surveys the economic implications of Salazar’s (and Caetano’s) dictatorship (1926-1974) in the short and in the long run. It concludes that, in spite of unprecedented economic success, the dictatorship left two important structural deficiencies: first, there was low investment in human capital (which still persists today in relative terms), and, second, the regime restricted competition and hindered innovation (which impacted negatively the country’s average entrepreneurial practices). Both factors had considerable long-term consequences for Portugal’s performance in the long run. In turn, chapter 5 studies the economic legacy of the Portuguese empire, and debates the shock that the loss of the empire entailed for the Portuguese economy.
Part III and Chapter 6 present examples of entrepreneurial success, and try to understand the determinants of this success in the context of the Portuguese macroeconomy. Part IV investigates economic policy in the last 2 decades. Chapter 7 analyzes the trends in fiscal policy since 1974, especially in terms of the evolution of budget deficits and public debt. The chapter also emphasizes Portugal’s entry in the European Monetary Union and its impact on the country’s economic policy. Chapter 8 takes a closer look to the causes of the structural deficiencies of the country, especially with regards to the education system, average business practices, as well as the inefficiency of Portugal’s Justice system and its impact on competitiveness and productivity. Chapter 9 looks at Portugal’s business demography (birth, death and survival rates of enterprises).
Chapter 10 appraises the public policy choices of the last decade and presents policy alternatives to some of these policies. A major contribution of this chapter is a critical appraisal of the biggest and most important public works project since the start of democracy: the construction and adoption of high-speed trains in Portugal. After analyzing all the cost-benefit studies of the project, the book concludes that not only there is a high opportunity cost associated with the implementation of the project, but also its adoption will likely restrict even further the role of fiscal policy in the future (due to the increasing level of public debt and the greater budget deficits that the project will necessarily entail). The chapter thus looks at alternatives to the project (more tax and financial incentives to entrepreneurship, better investment in human capital, greater incentives for companies and individuals in the interior of the country) in order to spur Portuguese economic growth.
The last two chapters discuss a few more policy choices for the future. This is the official summary of the book:
“Throughout this book, the reader will get to know that causes of stagnation of the Portuguese economy. The author analyzes Portuguese economic growth, the economic consequences of the dictatorship of Salazar and the losses of the Portuguese colonial empire; [he also] diagnoses the reasons behind economic and social stagnation, including the low quality of education, the inßefficient of the Justice system, the State’s bureaucracy, and the investment in large public works of questionable usefulness; and presents cases of entrepreneurial success as well as stories of success.”
08 fevereiro 2009
OSCAR WAO
"The Brief Wondrous LIfe os Oscar Wao" de Junot Díaz foi um dos livros de ano de 2008, tendo ganho o Pulitzer Prize, entre outros prémios e reconhecimentos. O livro relata a história de um jovem americano de ascendência dominicana e da sua família. É mais um livro da tendência mais interessante da literatura anglo-saxónica, em que emigrantes ou filhos de emigrantes escrevem sobre as experiências das suas comunidades tanto no país de acolhimento como nos seus países de acolhimento, nos quais se incluem Jumpa Lahiri, Ha Jin, entre outros. Através da voz das suas personagens, Díaz relata a crueldade do regime de Trujillo que dominou a República Dominicana durante várias décadas até ser assassinado em 1961, bem como a voracidade sexual do ditador que transformou aquele país caribenho na primeira "culocracia" do mundo (nas palavras de Díaz). Só por isso o livro valeria a pena, pois a ditadura de Trujillo é apresentada aqui numa vertente muito diferente da escolhida por Mário Vargas Llosa no seu excelente livro "A festa do Chibo".Porém, o romance vale muito mais. A escrita é muito boa, num estilo moderno e fluído, misturando frequentemente o espanhol e o inglês e, assim, representando exemplarmente o inglês falado pelas comunidades hispânicas nos Estados Unidos.
O livro será publicado em Portugal em Abril pela Porto Editora e o meu único voto é que a tradução faça justiça ao texto. Este livro é um clássico à nascença e vale mesmo a pena ler.
05 fevereiro 2009
VETO PRESIDENCIAL
Ora, a alteração da lei peca por ser exactamente o contrário do que devia ser. Em vez de facilitar o voto dos emigrantes através de um maior incentivo ao voto por correspondência (como acontece na maioria dos países ocidentais), a lei penalizava ainda mais o voto não presidencial. Um contra-senso. Uma medida emanada directamente da Idade da Pedra. do tempo em que as novas tecnologias da informação ainda não existiam. Ainda bem que Cavaco Silva percebeu o tremendo erro que se estava prestes a cometer e vetou a lei.
ÁGUA SALGADA
"I SCREWED UP"
03 fevereiro 2009
ESTADOS UNIDOS DA ÁFRICA
20 MILHÕES DE DESEMPREGADOS
02 fevereiro 2009
AINDA O FREEPORT
Segundo, ninguém ganhará com todo este imbróglio. Se José Sócrates for considerado culpado, Portugal perde, pois nenhum país ganha quando o seu primeiro-ministro é acusado de corrupção. O PS perderá, certamente, mas também é difícil pensar que o PSD será o grande beneficiário. Sinceramente não sei se o principal partido da oposição estará preparado para que o poder lhe caia de bandeja nas mãos. Posso estar enganado, mas penso que não está. Além do mais, num cenário semelhante, um governo do PSD seria sempre acossado pela ideia que o poder não foi ganho pelo mérito, mas por sorte. Que força teria tal governo para reformar perante estas condições?
Acima de tudo, seria verdadeiramente lamentável se este caso resolvesse os destinos da governação, que devem ser resolvidos nas urnas e não nos tribunais. Sinceramente não sei o que pensar sobre o caso, pois não temos a informação completa sobre o que se passou. O que sei é que esta tremenda distracção não nos serve de muito. Numa altura em que devíamos estar a efectuar um debate sobre as medidas mais adequadas de combate à crise, permanecemos imobilizados por este folhetim político que nos ameaça arrastar para um mal-estar ainda maior do que o actual.
O AGRAVAMENTO DA CRISE
A SUPERBOWL DA COMIDA
Ontem realizou-se o maior espectáculo desportivo do ano na América do Norte, a chamada Superbowl, ou o jogo final do campeonato de futebol americano. A Superbowl é um enorme espectáculo mediático, que movimenta somas astronómicas de dinheiro e de recursos.A VERTIGEM DO EURO
In the past, the weaker European economies faced with the current crisis would have simply devalued their currencies. With that option closed by monetary union, their economic outlook appears dire..."
"However, the alternatives aren’t pleasant. Germany might be forced to make reluctantly huge fiscal transfers to eurozone countries with large current account deficits, such as Spain. But this wouldn’t make them more competitive. As former Bundesbank president Karl-Otto Poehl says: “The other European countries have no choice [but] to . . . embark on a course of cost-cutting.”
O MAGALHÃES INDIANO
23 janeiro 2009
A CRISE E A DÍVIDA
Uma das tendências menos salutares da economia portuguesa tem sido a acentuada subida do endividamento nacional. Assim, enquanto, em 1990, a taxa de endividamento em relação ao rendimento disponível rondava os 18%, em 2007, este valor tinha subido para quase uns astronómicos 130%. Não restam dúvidas que o endividamento nacional foi um dos efeitos perversos da nossa adesão ao euro e da descida das taxas de juros que lhe esteve associada, que levaram muitas famílias e empresas a endividarem-se para níveis nunca dantes vistos. Para agravar a situação, no final dos anos 1990, o nosso Estado paternalista aumentou desmesuradamente as despesas públicas, o que levou a uma correspondente subida do endividamento.
Como é que financiámos este endividamento? Através do recurso a empréstimos que terão que ser pagos pelas gerações futuras, e através de um maior endividamento externo. Actualmente, o nível do endividamento externo bruto já ultrapassa os 200% do PIB nacional, um valor que nos coloca no top 20 dos países mais endividados do mundo. A situação só não é mais grave, porque já não temos o escudo e a nossa dívida externa está em euros.
Mesmo assim, o elevado endividamento nacional poderá ser bastante nefasto no contexto da crise internacional. Em particular, enfrentamos um dilema de difícil resolução. Por um lado, num ano que se adivinha difícil, um dos motores da retoma económica passaria por estimular a procura interna. Porém, incentivar o consumo penaliza a poupança e poderá agravar a situação de endividamento já existente. Por outro lado, apostar em projectos de investimento que necessitam de financiamento externo (como o TGV) irá exacerbar ainda mais a dívida externa. O endividamento nacional deixa-nos, por isso, um pouco de mãos atadas.
É certo que a recente descida das taxas de juros irá aliviar os encargos financeiros de muitas famílias portuguesas. Porém, se situação económica se agravar significativamente, a descida dos juros não será suficiente para travar uma possível onda de incumprimentos no pagamento das dívidas. Não adianta muito poupar na prestação da casa se o emprego faltar. Por isso, internamente, o sobreendividamento das famílias portuguesas tem uma consequência imediata: a saída da crise certamente não acontecerá impulsionada pelo consumo.
O endividamento nacional é ainda mais preocupante se nos lembramos de que uma das consequências da crise financeira internacional tem sido a contracção do crédito. Deste modo, é provável que os credores internacionais restrinjam o crédito às instituições financeiras nacionais e/ou exijam mais contrapartidas na concessão de novos créditos. Ou seja, nos tempos mais próximos, teremos menos crédito à nossa disposição e, ainda por cima, mais caro. Menos crédito implica menos investimento e, por consequência, menor crescimento económico. Isto é, o endividamento nacional tem efeitos concretos para a economia portuguesa.
Para além do reescalonamento das dívidas, como é que podemos minorar esta situação? Promovendo a poupança nacional e canalizando-a tanto para o investimento produtivo, como para o pagamento das dívidas. Neste sentido, em vez de pensar em gastar mais, o Estado devia dar o exemplo, ao conceder benefícios fiscais à poupança e ao investimento. Em vez de investir em projectos megalómanos, o Estado devia concentrar-se em ajudar as famílias em dificuldades, bem como em auxiliar a competitividade fiscal das empresas. Acima de tudo, o Estado devia compreender que continuar a apostar numa política de betão sem sentido é não só contraproducente, como também agravará ainda mais o grave problema do endividamento nacional.
21 janeiro 2009
AS PRIORIDADES ECONÓMICAS DE OBAMA
Porém, a partir de hoje, a prioridade das prioridades será dada ao combate à crise económica. Nos próximos meses, nada dominará as atenções dos americanos como a recuperação económica e a luta contra a crise actual (a não ser que, claro, aconteça qualquer cataclismo inesperado).
Uma terceira prioridade, de longo prazo, será a luta contra as alterações climáticas, tornando mais "verde" a economia norte-americana.









