21 dezembro 2010

REESTRUTURAÇÃO OU NÃO, EIS A QUESTÃO

Um artigo extremamente interessante de Barry Eichengreen, que também defende que a crise da dívida soberana europeia só pode ser ultrapassada com uma reestruturação das dívidas dos países em dificuldades (sim, Portugal está obviamente incluído). Aqui estão os principais pontos da argumentação de Eichengreen:
"The crisis countries have, in fact, shown remarkable resolve in implementing painful cuts. But one economic variable has not adjusted with the others: public and private debt. The value of inherited government debts remains intact, and, aside from a handful of obligations to so-called junior creditors, bank debts also remain untouched.
This simple fact creates a fundamental contradiction for the internal devaluation strategy: the more that countries reduce wages and costs, the heavier their inherited debt loads become. And, as debt burdens become heavier, public spending must be cut further and taxes increased to service the government’s debt and that of its wards, like the banks. This, in turn, creates the need for more internal devaluation, further heightening the debt burden, and so on, in a vicious spiral downward into depression.
So, if internal devaluation is to work, the value of debts, where they already represent a heavy burden, must be reduced. Government debt must be restructured. Bank debts have to be converted into equity and, where banks are insolvent, written off. Mortgage debts, too, must be written down.
These are reasonable objections, but they should not be allowed to lead to unreasonable conclusions. The alternatives on offer are internal and external devaluation. European leaders must choose which one it will be. They are united in ruling out external devaluation. But internal devaluation requires debt restructuring. To deny this is both unreasonable and illogical."
Leia o resto do artigo aqui.

2 comentários:

JMG disse...

A diferença entre esta, aliás bem interessante, solução, e o regresso a uma moeda própria, é que o reescalonamento da dívida externa mais a passagem do controle de bancos via consolidação de capital para mãos estrangeiras não faria nada para modificar nem o estilo da direcção política e económica do nosso País, nem o comportamento dos cidadãos, nem o output do nosso aparelho produtivo. A moeda própria é um estabilizador automático; o voluntarismo político não. Diabos me carreguem: ainda um dia hei-de entender por que razão a geração que estava no Poder nos anos 90 (e ainda, em parte, está) não quer reconhecer o óbvio. A mim a desgraçada história do euro parece-me The March of Folly, um livro que tenho para aí. A menos que o louco - ou ignorante - seja eu. Também não descarto.

PMP disse...

Carissimo JMG,

Concordo consigo.

Estudo o problema do Euro desde à 4 meses, pois não sou economista profissional.

Em 4 meses percebi o erro crasso e terrivel da nossa adesão ao euro (ouro ?!).

E agora ?

Para que servem os economistas ?