Se não houver surpresas de última hora, os Democratas devem perder hoje o controlo do Congresso. Se tudo correr como se prevê, será um autêntico dia R (de Republicanos) e um rude golpe para a Administração Obama, apesar de não ser inesperado. Nos próximos dois anos, a reeleição de Obama em 2012 dependerá principalmente da evolução da economia americana. E é por isso que afirmei numa entrevista por telefone ao Público, "O lema dos próximos dois anos da Administração Obama terá de ser Jobs, jobs, jobs [Emprego, emprego, emprego]. É isso que determinará se Obama será ou não reeleito."
Mostrar mensagens com a etiqueta Obama. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Obama. Mostrar todas as mensagens
02 novembro 2010
01 fevereiro 2010
O DÉFICE DE OBAMA E PORTUGAL
Na apresentação do Orçamento de Estado para 2010, Obama afirmou o seguinte: "We simply cannot continue to spend as if deficits don't have consequences, as if waste doesn't matter. It's time to save what we can, spend what we must and live within our means once again."
Obama diz isto apesar de o seu orçamento incluir medidas de estímulo à economia e apesar de os seus críticos argumentarem que o presidente americano é um "despesista". Talvez seja. No entanto, é interessante observar que o novo OE americano inclui planos muito claros quanto à redução do défice: novas taxas financeiras (como é claro), novas receitas e o congelamento de todas as despesas públicas de todos os ministérios com a excepção da Defesa. Como se prevê que o PIB dos EUA tenham um crescimento nominal nos próximos anos, o congelamento das despesas irá fazer com que as despesas públicas em percentagem do PIB vão cair.Como convém a países com défices elevados e uma dívida pública em crescimento exponencial.
E em Portugal? Em Portugal, os nossos governantes continuam a gastar como se não houvessem consequências, como se não tivessemos que viver dentro das nossas possibilidades. Não seria bom que os nossos governantes aprendessem alguma coisa com Obama, que tantos entre nós admiram?
23 janeiro 2010
UM ANO DE OBAMA
O meu artigo de hoje no Diário Económico sobre o primeiro aniversário das políticas económicas da administração Obama pode ser lido aqui.
12 fevereiro 2009
O PLANO OBAMA
O plano Obama de estímulo económico foi aprovado pelo Senado americano. Agora é esperar que resulte. Porém, mesmo que resulte, os resultados só se irão ver dentro de 6 ou 12 meses. Só então é que poderemos saber melhor quão grande é esta crise.
Entretanto, se quiser saber o que alguns dos melhores economistas mundiais pensam sobre o plano Obama e a crise numa linguagem acessível a todos, vale a pena espreitar aqui.
Entretanto, se quiser saber o que alguns dos melhores economistas mundiais pensam sobre o plano Obama e a crise numa linguagem acessível a todos, vale a pena espreitar aqui.
05 fevereiro 2009
"I SCREWED UP"
E aí temos os primeiros erros da nova administração americana. Depois do novo Secretário do Tesouro ter ser alvo de críticas em relação ao não pagamento de impostos, eis que a escolha de Obama para chefiar o ministério da Saúde americano, o ex-senador, Tom Daschle, foi acusado de não ter pago cerca de $140,000 de impostos e juros de mora. Perante a enorme pressão dos meios de comunicação social e do próprio Congresso americano, Daschle decidiu abdicar do cargo. Na sua entrevista mais recente, Obama já confessou que errou na nomeação. Mais concretamente, Obama disse: "I screwed up". Nem mais. É bom ver um presidente que admite os seus erros, mas, sem dúvida, esta situação não devia ter acontecido numa administração que se queria destacar e distinguir pela transparência e pela "maneira diferente" de fazer as coisas.
21 janeiro 2009
AS PRIORIDADES ECONÓMICAS DE OBAMA
Acabada a festa, hoje começa o trabalho para Obama e a sua equipa. Um trabalho que não se augura nada fácil. Debati as prioridades económicas de Obama numa entrevista à edição online do Expresso e da EXAME. Aqui está um excerto:
Quais são as prioridades na área económica da administração Obama?
ASP- As prioridades serão, certamente, estancar a crise financeira e combater a recessão. Apesar dos mercados estarem mais calmos, as repercussões da crise ainda se fazem sentir, de modo que, nos próximos meses, a Reserva Federal e a nova Administração terão de continuar a dar especial atenção ao sistema financeiro. Para tal, a segunda tranche do plano de resgate será utilizada brevemente.
Porém, a partir de hoje, a prioridade das prioridades será dada ao combate à crise económica. Nos próximos meses, nada dominará as atenções dos americanos como a recuperação económica e a luta contra a crise actual (a não ser que, claro, aconteça qualquer cataclismo inesperado).
Uma terceira prioridade, de longo prazo, será a luta contra as alterações climáticas, tornando mais "verde" a economia norte-americana.
Porém, a partir de hoje, a prioridade das prioridades será dada ao combate à crise económica. Nos próximos meses, nada dominará as atenções dos americanos como a recuperação económica e a luta contra a crise actual (a não ser que, claro, aconteça qualquer cataclismo inesperado).
Uma terceira prioridade, de longo prazo, será a luta contra as alterações climáticas, tornando mais "verde" a economia norte-americana.
20 janeiro 2009
É HOJE
07 dezembro 2008
PREVISÃO DE OBAMA
Na sua primeira entrevista como presidente-eleito ao histórico programa televisivo "Meet the Press", Barack Obama afirmou categoricamente que as coisas vão piorar economicamente antes de começarem a melhorar. Não é de espantar. Só em Novembro mais de 500 mil pessoas perderam os seus empregos. Obama também reiterou a intenção de lançar um agressivo e ambicioso programa de obra públicas e de reforço dos incentivos à iniciativa empresarial. Para Obama o que interessa é combater a crise da forma mais agressiva possível. Um contraste enorme com o que a Europa planeia fazer. Um resumo da entrevista pode ser lido aqui.
04 dezembro 2008
A TORTURA DE UM OBAMA
Soube-se agora que o avô queniano de Barack Obama foi feito prisioneiro e foi torturado pelos britânicos durante a luta pela independência por esse país africano. Segundo o jornal The Times, Hussein Onyango Obama foi brutalmente torturado pelas tropas britânicas após ter sido aprisionado por suspeita de ligação à rebelião Mau Mau. Entre outras torturas, conta-se que o avô de Obama foi chicoteado todas as manhãs para confessar as suas ligações com o movimento independentista. Barack Obama menciona num dos seus livros a prisão do seu avô, mas, pelo que parece, até agora desconhecia a tortura a que o seu avô foi sujeito.17 novembro 2008
OBAMA E O DÉFICE ORÇAMENTAL
Na sua primeira entrevista depois de ter sido eleito presidente dos Estados Unidos, Barack Obama afirmou que agora não é a altura de se ser comedido em relação ao défice orçamental. Obama disse: "We're going to have to spend money now... And that we shouldn't worry about the deficit next year or even the year after; that short term, the most important thing is that we avoid a deepening recession."
Ou seja, Obama não sofre do fundamentalismo do défice que contagiou a Comissão Europeia. Ainda bem. Note-se que Obama não exclui um retorno ao equilíbrio orçamental a médio prazo. No entanto, esta não é a altura para nos preocuparmos com isso.
12 novembro 2008
O CONSELHO NA CRISE
Paul Krugman, o prémio Nobel da Economia de 2008, tem o seguinte conselho para a nova administração americana:
"My advice to the Obama people is to figure out how much help they think the economy needs, then add 50 percent. It’s much better, in a depressed economy, to err on the side of too much stimulus than on the side of too little."
11 novembro 2008
09 novembro 2008
AMOR NA CASA BRANCA
O Observer tem hoje um interessante artigo sobre a forte relação entre Barack e Michelle Obama. Aqui vai um cheirinho:
"Together, they present the most collaborative, romantic, intelligent and relaxed couple that has ever been anywhere near the White House."
Subscrever:
Mensagens (Atom)










