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16 junho 2011

DISTÚRBIOS EM VANCOUVER



A cidade de Vancouver, onde resido, viveu ontem momentos de grande agitação após a equipa de hoquei no gelo, os Vancouver Canucks, ter perdido o jogo final dos playoffs na National Hockey League contra os Boston Bruins. Uma cidade habitualmente muito pacífica e aprazível, Vancouver foi vítima de algumas centenas de "adeptos", que aproveitaram a derrota da sua equipa para vandalizar algumas ruas da baixa da cidade, queimando carros, partindo montras de lojas e roubando muitas outras. Uma vergonha. A cidade e o Canadá estão em estado de choque.

17 maio 2011

FOGO DEVASTADOR

Uma cidade no interior da província canadiana de Alberta é quase toda destruída em poucas horas por fogos florestais fora de controlo.

04 maio 2011

RESULTADOS HISTÓRICOS

Resultados absolutamente históricos nas eleições legislativas canadianas. Os liberais tiveram a pior votação de sempre e o partido separatista do Quebec ficou reduzido a uma expressão residual. Os conservadores conseguiram finalmente alcançar a almejada maioria.

29 março 2011

CENSURADOS

O governo conservador canadiano foi mesmo censurado pela oposição na última sexta-feira, de modo que os canadianos irão novamente ser chamados às urnas no dia 2 de Maio. Este é, assim, um processo eleitoral bem mais rápido do que o nosso, e que permite reduzir a incerteza para um período bem menor. Porém, há outro facto que vale a pena realçar das eleições canadianas. É que esta é a quarta vez em apenas 7 anos que os canadianos irão votar para o governo central. Ou seja, se há instabilidade política entre nós, no Canadá esta instabilidade é muito mais extremada. E, ainda por cima, pelo que tudo indica, os resultados das próximas eleições irão deixar tudo, ou quase tudo, na mesma.  É natural: O Canadá sobreviveu sem grande sobressalto à tempestade financeira de 2008, e a economia já dá mostras de estar a começar a recuperar. 
E a apesar da instabilidade política que quase toda a gente reclama, a verdade é que a democracia e a própria política económica permanecem bastante estáveis. Porquê? Porque o Estado canadiano está bastante automatizado e continua a funcionar relativamente bem, mesmo em tempos de mais incerteza política. Infelizmente, o mesmo não se passa em Portugal, onde a crise política ameaça ser o ponto central de debate durante a campanha eleitoral que se avizinha. Esperemos que, com isso, não nos esqueçamos dos assuntos que deverão determinar o futuro mais próximo do país.

23 março 2011

QUEDA DO GOVERNO

O governo minoritário do Canadá viu rejeitada a sua proposta de Orçamento pelos partidos da oposição. Por isso, é muito provável que se realizem eleições antecipadas no Canadá esta Primavera. Depois de feitas as contas, é bem possível que tudo continue na mesma: mais um governo minoritário e os conservadores a governar. De uma coisa podemos estar certos: a campanha não será certamente tão crispada e tão agitada com a campanha que se adivinha em Portugal.

14 dezembro 2010

MALDITA DÍVIDA

Um dos países da OCDE menos afectado pela crise financeira internacional debate-se agora com problemas de... endividamento. No Canadá, os últimos números das dívidas das famílias e dos particulares foram agora publicados e as autoridades canadianas já declararam estar muito preocupadas com a evolução da dívida privada. Porquê? Porque o rácio dívida-rendimento já ultrapassou os 148%, um valor ainda mais elevado do que nos Estados Unidos, cuja dívida privada é considerada bastante elevada. Por isso, no Canadá já se diz que o Banco do Canadá irá brevemente aumentar os juros para tentar conter possíveis bolhas especulativas no mercado imobiliário e que têm contribuído para o crescimento da dívida privada canadiana. Veremos se as autoridades do país ainda vão a tempo de evitar algo mais dramático.

13 outubro 2010

PARABÉNS À DIPLOMACIA

Parabéns à diplomacia portuguesa por ter conseguido assegurar a nomeação como membro não permanente para o Conselho de Segurança das Nações Unidas. O feito só foi possível graças à tenacidade e ao intenso esforço de "lobbying" da nossa diplomacia junto dos países que votaram em nós, um esforço que durou vários meses (ainda se lembram da polémica com o nosso embaixador na UNESCO?) e foi planeado detalhadamente.
Só para termos uma ideia da importância do cargo nos círculos diplomáticos, vale a pena referir que os canadianos estão em verdadeiro estado de choque que um pequeno país como o nosso pôde passar à frente de um país como o Canadá. O principal partido da oposição canadiano acusa o governo de descurar as questões internacionais, enquanto o governo acusa a oposição de ter contribuído para a má votação.  Enfim, o normal nestas coisas (Para ter uma amostra do amargo de boca e da incredulidade sentida pelos canadianos,  clique aqui, aqui, ou aqui.).
Para nós, é óbvio que esta eleição não contribuirá em nada para resolvermos a grave crise nacional. Porém, que a vitória sabe bem, sabe. E, por isso, devemos estar gratos aos nossos diplomatas, que, cujo trabalho nem sempre é visível ou louvado, mas que é quase sempre eficaz.

04 dezembro 2008

A CONFUSÃO CANADIANA

A governadora-geral (representante da rainha britânica no Canadá) acabou de aceder aos pedidos do primeiro-ministro e suspendeu o parlamento nacional até ao dia 27 de Janeiro, data em que o governo apresentará um novo orçamento de estado. Como o Canadá não é uma república, a embrulhada dos últimos dias acabou por ser (temporariamente) decidida por alguém que não é eleito para o cargo mais alto da nação (O(a) governador(a)-geral é escolhido pelo primeiro-ministro e aprovado(a) pela rainha). Claro que a oposição não vai gostar e a instabilidade vai continuar. Finalmente a política canadiana dá sinais de vida (apesar das razões não serem as ideais).

03 dezembro 2008

GOLPE DEMOCRÁTICO

Lembram-se de termos aqui falado sobre a chatice que era a política canadiana? Que nada acontecia no Great White North? Pois é, não mais. Após uma decisão arriscada do primeiro-ministro Stephen Harper (que tentou banir o financiamento público dos partidos políticos), os partidos da oposição rebelaram-se e ameaçam mandar abaixo o governo conservador minoritário. Partidos da oposição que incluem os separatistas do Bloco do Quebec e os ultra-socialistas do NDP. Um golpe democrático verdadeiramente invulgar, ainda mais para o Canadá, onde não há um governo de coligação há mais de 80 anos.
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Mas não ficamos por aqui. Em vez de se convocarem novas eleições, os partidos da oposição decidiram que era melhor constituirem eles mesmos um novo governo. Qual é a desculpa oficial para a tomada de uma decisão tão drástica? Que o governo conservador não possui uma estratégia definida para combater a crise económica... Que o governo não planeia introduzir um pacote de medidas para revitalizar a economia...
Enfim, uma situação bizarra, principalmente se nos lembrarmos que o governo conservador foi eleito há menos de 2 meses no meio da mesma crise financeira. Ou seja, os eleitores podem ter escolhido mal (as alternativas não eram melhores), mas conheciam perfeitamente os planos de combate à crise dos vários partidos políticos. Ainda não se sabe o que irá exactamente acontecer (se o governo cai mesmo, se os partidos da oposição vão tomar o poder, se se se), mas os próximos dias prometer ser agitados.

15 outubro 2008

ELEIÇÕES NO CANADÁ (2)

As eleições no Canadá correram exactamente como o previsto. Stephen Harper e os conservadores ganharam, mas não conseguiram a maioria. Os conservadores obtiveram 37, 7% dos votos, o que lhes deu direito a 142 deputados (8 a menos do que era necessário para alcançar a maioria). Os grandes derrotados foram os Liberais (cujo líder Stephane Dion foi um verdadeiro desastre), bem como a própria democracia (pois a abstenção foi a maior da história recente). Este é o terceiro governo minoritário seguido no Canadá. E certamente não ficaremos por aqui. Dentro de 2 ou 3 anos haverá eleições novamente. Esperemos que sejam mais animadas...

14 outubro 2008

ELEIÇÕES NO CANADÁ

Hoje há eleições no Canadá. As eleições no Canadá são muito diferentes das americanas. No Canadá as eleições são simplesmente uma chatice. Os debates não têm cor, a paixão não existe em quase nenhum partido e os líderes são tão entusiasmantes como Ferro Rodrigues ou Carlos Carvalhas. As eleições canadianas são tão aborrecidas que no dia 2 de Outubro milhões de canadianos preferiram ver o debate entre os candidatos à vice-presidência americana, entre Biden e Palin, do que ver o debate entre os líderes dos principais partidos canadianos.
Quem vai ganhar? Provavelmente o conservador Stephen Harper. No entanto, pela terceira vez seguida, não haverá maioria parlamentar. O que quer dizer que os canadianos voltarão às urnas dentro de um ou dois anos. Esperemos que então as coisas sejam mais animadas.

22 julho 2008

UM POUCO DE CANADÁ


Hoje, um pouco do Canadá através do Guardian e da BBC.
Vancouver é das cidades mais bonitas do mundo. A combinação de montanhas, florestas densas, mar e uma cidade de 2 milhões de habitantes é única. Há gente que faz questão de não morrer sem ir a Meca, a Roma, a Nova Iorque, Machu Pichu, as pirâmides do Egipto, entre outros. Fazem bem. Porém, a esses lugares devíamos juntar Vancouver. A cidade é lindíssima e "super natural" (como um dos slogans da British Columbia anuncia). Há gente de todo o lado do mundo, mas a comunidade asiática é crescentemente dominante. Dim sum, sushi e churrasco coreano são os pratos da região, bem como o inevitável salmão selvagem. Apesar da inclemente chuva que cai durante todo o Inverno (e Primavera e Outono), os "Vancouverites" gostam de dizer que este é o melhor lugar no mundo. Aliás, as matrículas dos carros assim o anunciam. Mesmo que não seja o melhor, é sem dúvida, um dos sítios mais agradáveis para viver e visitar. Acredite e, se puder, venha ver com os seus próprios olhos, principalmente se for no Verão, quando o tempo é muito bom.
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Obviamente, nem tudo é bom. Como já aqui falei, Vancouver e a British Columbia são também dos maiores exportadores de marijuana, como esta reportagem da BBC indica. A criminalidade é ainda baixa, mas, se for comprar uma casa, é sempre bom verificar se anteriormente não terá sido utilizada para a produção de droga...
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Por ser tão bonita e agradável, Vancouver tem-se tornado numa cidade muito cara para comprar casa. O preço médio das casas é de cerca 450 mil dólares, mas uma casa com um cantinho de vista pode facilmente chegar ao 1 milhão de dólares. Penthouses com vista para as baías de Vancouver custam uns bons milhões. Nos últimos anos, o anúncio de que Vancouver irá acolher os Jogos Olímpicos de Inverno de 2010 deram azo a uma autêntica corrida às casas, o que fez com que os preços aumentassem ainda mais. No entanto, nem tudo foi mal. Vancouver aproveitou a ocasião para se renovar e, como se pode ver aqui nesta reportagem do Guardian, tornou-se num modelo de como regenerar os centros das grandes cidades.
Uma cidade que vale a pena visitar.

19 junho 2008

O MISTÉRIO DOS PÉS

Um dos mistérios mais macabros e curiosos dos últimos tempos passa-se mesmo aqui onde resido, na British Columbia, no oeste do Canadá. No último ano têm dado à costa uma série de pés de pessoas quase sempre ainda com sapatos. Só os pés. Mais nada. Até à data, já são 6 os pés. Todos de pessoas diferentes. Quase todos são pés direitos (só um é que é esquerdo). O que tem confundido as autoridades canadianas é que estes pés não parecem ter sido separados à força dos corpos. Pelo que parece, em princípio, foi a própria decomposição natural dos corpos que os fez separar dos corpos. Mesmo assim, as autoridades estão verdadeiramente espantadas. De onde virão os pés? De um naufrágio? Serão resultantes de um crime? A quem pertencem? Porque é que só aparecem os pés? Porque não mãos? Ou outra parte do corpo? Ninguém sabe.
Um mistério. Um verdadeiro mistério. Um mistério que se adensa com o tempo e cujas respostas continuam a iludir as autoridades.

13 junho 2008

PEDIDO DE DESCULPAS (2)

O editorial do DN refere hoje o pedido de desculpas do primeiro-ministro canadiano aos aborígenas pelos abusos cometidos durante décadas das chamadas "residential schools" (onde se pretendia ensinar aos "índios" "boas maneiras" e assimilá-los para a cultura ocidental). Diz o DN:
"Stephen Harper pediu em nome do Canadá desculpa aos povos indígenas do país, vítimas durante séculos de abusos e de uma tentativa deliberada de assimilação. Foi uma cerimónia cheia de colorido, celebrada no Parlamento de Otava, e nela participaram, além do primeiro-ministro, líderes de vários tribos índias e esquimós (inuit, como preferem se chamar). Foi também um momento de reconciliação entre os canadianos, um povo em permanente construção, onde a unidade nacional resulta da vontade de viverem juntos, sejam anglófonos ou francófonos, descendentes de europeus ou índigenas, filhos de velhas famílias de colonos ou imigrantes recentes. O gesto vale pelo simbolismo, mas é inútil, como foi inútil o pedido de desculpas recente do primeiro-ministro da Austrália aos aborígenes. E é inútil felizmente, porque é feito, em ambos os casos, por democracias que souberam aprender com os erros do passado e construir sociedades que se esforçam por ser verdadeiramente iguais para os seus cidadãos. Mais do que gestos simbólicos, o importante é mesmo mudar a história."
Inútil? Inútil??? Foi talvez por ser inútil que os líderes aborígenas e milhares de "sobreviventes" (como são conhecidos no Canadá) afirmaram que há décadas que estavam à espera deste dia. Foi talvez por ser inútil que as forças políticas canadianas se uniram como em poucas ocasiões. Foi talvez por ser inútil que após séculos de exploração e de humilhação que os líderes aborígenas falaram que é chegada a hora para a reconciliação.
Inútil? Será que o processo Casa Pia foi (ou é) inútil? Será inútil um pedido de desculpa de desculpas neste caso? É que este pedido de desculpas canadiano é muito parecido com o que motivou o processo Casa Pia. Com a diferença de que, para além dos abusos sexuais e psicológicos, as crianças aborígenas foram sujeitas à tentativa deliberada de erradicar o "índio" dentro delas. Ou seja, durante 130 anos, houve uma política deliberada de apagamento da identidade de milhares e milhares de crianças. E essa política durou até 1998 (!). E é por isso que o pedido de desculpas foi tão inútil...

12 junho 2008

PEDIDO DE DESCULPAS


Ontem foi um dia histórico no Canadá. O primeiro-ministro Stephen Harper pediu formalmente desculpa às dezenas de milhares de aborígenas que, durante décadas, foram forçados a ingressar nas chamadas "residential schools", onde supostamente se ensinavam boas maneiras (ou seja, ocidentais) e "boas" práticas de "civilização" aos nativos. A ideia era forçar a assimilação das crianças indígenas na sociedade canadiana (na altura, branca e ocidental). Foi uma tragédia. Há relatos de inúmeros de abusos sexuais e físicos das crianças aborígenas, que foram forçadas a abandonar os seus pais e famílias aos 5 anos de idade. Ou seja, uma Casa Pia em ponto grande. As consequências sociais foram dramáticas. O alcoolismo entre os antigos alunos é comum, o desemprego dos aborígenas é 3 vezes maior do que a média nacional, o abandono escolar é o maior de todo o país, e as taxas de suicídio são o dobro da média nacional. As cicatrizes emocionais são consideráveis e, por isso, os discursos de ontem no parlamento canadiano foram carregados de significado. O pedido de desculpas pode vir demasiado tarde para milhares de vítimas dessas escolas, mas, pelo menos, foi feito. Vale mesmo mais tarde do que nunca. Mesmo em questões históricas como esta.

ESCOLAS MALDITAS

Fotografia de 1936 de uma "residential school". Estas escolas eram parte integrante de uma política de assimilação dos indígenas, nas quais mais de 150 mil crianças aborígenas canadianas foram forçadas a estudar como ser "civilizado". As consequências sociais e pessoais foram tremendas. Ontem, o primeiro-ministro pediu desculpas pelo mal causado aos aborígenas.

17 março 2008

MARIJUANA CANADIANA



A Colômbia Britânica (British Columbia, mais conhecida por BC) é provavelmente a região mais bonita e majestosa do Canadá. As montanhas nascem no mar e sobem aos céus de uma forma tão dramática como surpreendente. Florestas de árvores imensas estendem-se por centenas e centenas de quilómetros em que montanhas, glaciares e lagos cristalinos se sucedem sem parar. A British Columbia é, sem dúvida alguma, uma das regiões mais (sobre-)naturais do mundo, não sendo por acaso que muitos dos movimentos ambientalistas globais tivessem surgido aqui.

Graças à sua riquíssima vegetação, as maiores exportações da BC são os produtos florestais (madeira, pasta de papel, etc). A BC é uma zona pacata, segura, com elevados rendimentos por habitante (apesar dos preços astronómicos das casas), sendo das mais avançadas do Canadá. Por isso, pode estranhar o que vou dizer a seguir. Sabe qual é a segunda maior indústria exportadora e a segunda maior empregadora da BC? A marijuana, também conhecida por "BC bud" (a amiga da BC").

As exportações (e produção) de droga canadiana empregam mais de 100,000 pessoas e a produção desta indústria ilegal totaliza mais de 5 mil milhões de dólares. A BC Bud é tão conhecida na América do Norte, que chegam a haver websites dedicados à venda de diferentes qualidades da mesma (veja, por exemplo, este).
Todos os anos, mais de 400 a 500 plantações de marijuana são detectadas pelas autoridades (quase sempre devido ao alto consumo de electricidade), mas muitas outras centenas (milhares) não são apanhadas pela lei. De vez em quando ouve-se sobre algum crime cometido entre os gangs que comercializam a droga, mas nada de especial. A BC é tão ou mais pacífica do que Portugal.
Apesar da sua intensa beleza, o interior da BC é muito desertificado. Há poucos empregos. Poucas oportunidades. Pouco desenvolvimento. As comunidades que vivem à custa da indústria madeireira sofrem de episódios recurrentes de recessão e desemprego devido à natureza cíclica da indústria. Como é que os habitantes do interior da BC resolveram o problema da desertificação e da falta de oportunidades? Como é que combateram este seu Mezzogiorno? Investindo em grande escala na produção e exportação da BC Bud...
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Os factos já são conhecidos pelos locais há muito tempo. Porém, o The Guardian de hoje tem uma reportagem sobre o assunto que vale a pena ver.