Ninguém ou quase ninguém fala nisso, mas um dos problemas mais graves que temos nas nossas mãos é a continuada e prolongada baixa da natalidade nacional. Já há 25 anos que o número de nascimentos é inferior ao que é necessário para repôr a população, uma tendência que se tem vindo agravar quase sem parar desde então (ver gráfico abaixo). No último ano, e pela primeira vez em mais de meio século, o número de nascimentos foi inferior a 100 mil, um facto que poucos notaram e se importaram, apesar de algumas breves e passageiras menções na imprensa.
Infelizmente, ainda não percebemos a gravidade da situação. A verdade é que a baixa fertilidade terá enormes consequências sociais e económicas para o país, e é uma autêntica bomba-relógio para as contas públicas nacionais e para a Segurança Social. Ainda por cima quando nos deparamos com um retorno em força da emigração. Mas para quê preocuparmo-nos com o longo prazo quando temos problemas tão prementes no presente?
Taxa de fertilidade em Portugal, 1960-2010
Fonte: INE, Santos Pereira (2011)

