19 agosto 2008

150 MIL EMPREGOS

Sinceramente não percebo o que é que o primeiro-ministro quer dizer quando afirma que 133 mil empregos líquidos já foram criados desde o início desta legislatura. As economias estão sempre a criar e a destruir empregos. Se por criação líquida entendemos que criamos mais empregos do que os que são destruídos, então devíamos ver uma descida do desemprego. Ora, contrariamente ao que as palavras de José Sócrates insinuam, a taxa de desemprego permanece bem acima da registada quando este govermo tomou posse. Aliás, a taxa de desemprego continua historicamente alta, tal como podemos constatar na figura acima (com dados trimestrais do Banco de Portugal). Ou seja, não tem havido uma criação líquida de emprego, mas sim uma destruição líquida de emprego. Aliás, a taxa de desemprego só não é mais elevada porque alguns portugueses desistiram de procurar empregos (e por isso não contam nas estatísticas) enquanto milhares de outros tem optado por emigrar. Isto não é uma crítica. É somente uma contestação.

10 comentários:

Miguel Carvalho disse...

Não tem que haver descida de desemprego!! Só teria que haver se a população activa estivesse constante, mas houve uma entrada de mais de 100 mil trabalhadores desde o início da legislatura.

E sim, o PM refere-se a criação líquida de emprego.

Os números são fáceis de verificar no ine.pt. Número de empregados em 2005Q1 e em 2008Q2... não fui verificar mas no trimestre anterior fui. E batia certíssimo com o anunciado pelo governo.

Tiago Moreira Ramalho disse...

Mas miguel carvalho, se houve um aumento de 100000 activos e de 130000 empregos, o número de desempregados deveria baixar em 30 000, ou seja, haveria uma taxa de desemprego menor...

abraço

Tiago Moreira Ramalho disse...

Mas miguel carvalho, se houve um aumento de 100000 activos e de 130000 empregos, o número de desempregados deveria baixar em 30 000, ou seja, haveria uma taxa de desemprego menor...

abraço

Miguel Carvalho disse...

Tiago Ramalho,
Os 100 foi um número atirado para o ar, não fui verificar na altura.
Segundo o DN de há dias foram 131 mil novos activos que entraram, e de facto houve essa ligeiríssima descida no desemprego.

De qualquer modo isso não invalida a minha questão: o desemprego e o emprego não têm que ter comportamentos paralelos!

Alvaro Santos Pereira disse...

Olá Miguel e Tiago

Obrigado pelas vossas contribuições. Irei ver os números em detalhe e depois respondo

Abraço

Alvaro

Drumster disse...

Viva, embora me pareça difícil de obter (nem que fosse uma estimativa), acho que seria extremamente interessante ver a percentagem de desempregados registados que têm "um trabalho por fora". É claro que temos que considerar aqueles que perderam efectivamente o emprego e procuram outro. Mas por outro lado devem ser considerados também aqueles que perderam o emprego e não procuram outro emprego em que descontem para o Estado, procuram uns trabalhos por fora. Há que combater a economia paralela!! Já agora, alguém estimou que percentagem do PIB seria?

Drumster disse...

Viva, embora me pareça difícil de obter (nem que fosse uma estimativa), acho que seria extremamente interessante ver a percentagem de desempregados registados que têm "um trabalho por fora". É claro que temos que considerar aqueles que perderam efectivamente o emprego e procuram outro. Mas por outro lado devem ser considerados também aqueles que perderam o emprego e não procuram outro emprego em que descontem para o Estado, procuram uns trabalhos por fora. Há que combater a economia paralela!! Já agora, alguém estimou que percentagem do PIB seria?

Drumster disse...

Viva, embora me pareça difícil de obter (nem que fosse uma estimativa), acho que seria extremamente interessante ver a percentagem de desempregados registados que têm "um trabalho por fora". É claro que temos que considerar aqueles que perderam efectivamente o emprego e procuram outro. Mas por outro lado devem ser considerados também aqueles que perderam o emprego e não procuram outro emprego em que descontem para o Estado, procuram uns trabalhos por fora. Há que combater a economia paralela!! Já agora, alguém estimou que percentagem do PIB seria?

Drumster disse...

Viva, embora me pareça difícil de obter (nem que fosse uma estimativa), acho que seria extremamente interessante ver a percentagem de desempregados registados que têm "um trabalho por fora". É claro que temos que considerar aqueles que perderam efectivamente o emprego e procuram outro. Mas por outro lado devem ser considerados também aqueles que perderam o emprego e não procuram outro emprego em que descontem para o Estado, procuram uns trabalhos por fora. Há que combater a economia paralela!! Já agora, alguém estimou que percentagem do PIB seria?

Tiago Moreira Ramalho disse...

Não tenho numeros mas posso dizer-lhe que são demasiados. Quanto à economia paralela, é impossível um número exacto, mas estima-se que represente entre 20 e 30% do PIB