27 agosto 2008

OBSTÁCULO AO CRESCIMENTO

O que a OCDE pensa do nosso sistema educativo. Andamos há décadas a apaixonarmo-nos pela Educação, mas as nossas insuficiências persistem:
"The lack of human capital in Portugal has become a key obstacle to higher growth... Despite progress in the past decades, Portuguese children spend comparatively few years in formal education, and they do not perform as well as children from other OECD countries. Adults, especially the least educated, do not participate enough in lifelong learning and training programmes. This situation does not stem from a lack of resources devoted to education and training but from inefficiencies and misallocation of spending, and weaknesses in the quality of the services that compound the low starting point of Portugal regarding education. Modernizing the Portuguese economy therefore requires a broad reform which increases human capital at all levels."

3 comentários:

Eurico disse...

Que triste.
E como resolver o problema?

Tiago Moreira Ramalho disse...

Estive a pensar um bocadinho no assunto e acho que a flexibilização laboral era uma óptima forma de tudo isto melhorar. Parece estranho mas vou tentar explicar.

Quando o trabalho é flexível e o despedimento facilitado, os empregados têm de se esforçar mais pois certamente haverá outros que quererão os seus lugares. É para todos óbvio que hoje em dia as pessoas estudam mais do que há dez ou quinze anos atrás, isto é, miúdos de 20 anos podem competir com senhores de 30/35 pelos seus lugares, caso estes últimos não se ponham a pau. A questão é que os senhores de 30/35 anos não precisam de se por a pau porque, com aquela idade, já devem pertencer aos quadros o que torna uma missão impossível o seu despedimento, em português do bom, os gajos encostam-se. Isto é o que acontece no mercado de trabalho. Ora os jovens que estão agora a estudar são filhos desses senhores de 30/35 anos e como vêem que os país nunca estudaram muito e desde que começaram a trabalhar nunca mais pegaram num livro, ficam a pensar que os estudos não são assim tão importantes como isso. Tudo isto se transforma num ciclo vicioso. Se calhar é uma explicação um pouco disparatada, mas a mim parece-me que o trabalho flexivel iria trazer alguns benefícios indirectos...

abraço

TMR

Drumster disse...

Caros,
acho que o Tiago indica uma possível solução mas importa perceber o problema e a raiz do mesmo...que eu acho que é cultural. De uma forma ou de outra, pelos mais variados motivos a população portuguesa não tem motivos para adquirir qualificações adicionais....Ou seja, porque é que as pessoas se encostam? Porque desistem de aprender algo mais? Eu acho que acontece para várias faixas etárias. Para um segmento da população que deixou os estudos numa altura da sua vida, o programa Novas Oportunidades pareceu uma boa ideia, mas acho que não passou disso mesmo. Quais os resultados desse programa? Por outro lado, a teoria da flexi-segurança parece excelente na medida que as pessoas dispensadas teriam formação enquanto não arranjam outro emprego. Mas quantas pessoas aproveitam o facto para se qualificar?
Cumprimentos/Fernando