27 outubro 2008

A CHINA E A CRISE

O influente analista britânico Will Hunt argumenta que a China não está em condições para resgatar o Ocidente da crise económico. Segundo ele, quando muito o oposto acontecerá. Outra das ideias interessantes do artigo é que o partido comunista chinês está a pensar levar a cabo a maior reforma agrária da história chinesa recente. Como? Colectivizando a terra? Não, pelo contrário. Concendendo contractos de arrendamento e de leasing aos camponeses (que ficariam praticamente donos das terras). Como o mundo mudou...

2 comentários:

Sócrates disse...

De notar que se não fosse pela China (e outros países) os EUA estariam neste momento muito pior. Há aliás 'cartoons' na imprensa Estado-Unidense a brincar com esta situação, insinuando que a China é quase proprietária dos EUA.

Relativamente às reformas, julgo que o Partido Comunista Chinês chegou à conclusão possível:
- face ao ser humano e o estado evolucionário da sociedade em que nos encontramos (com todos os valores actuais que moldam cada um de nós), é complicado implementar uma ideologia, respeitando as liberdades individuais de todos, que necessita da colaboração e que seja aceite ou pelo menos tolerada por cada cidadão.

Tudo isto poderá também ser o resultado da admissão dos problemas de corrupção, que também assolam aquele país. Mesmo com soluções mais drásticas (pena de morte para alguns casos) este problema deixa de existir e prejudica bastante as pessoas. Ora isto é especialmente problemático num país como a China, onde tudo está mais dependente do Estado, sendo que esta solução que poderá ser atenuar um pouco o problema.

Por outro lado, ao fazer isto, estará também a proteger os camponeses de possíveis situações como aconteceu na queda da URSS, onde futuros oligarcas e sindicatos do crime (a mesma coisa em alguns casos) tomaram muitas fábricas e terras (e cidades, e estados até) com consentimento dos Boris Yeltsins e companhia (pior a emenda que o soneto).

Gi disse...

Hmm... Parece-me que o que o governo chinês resolveu fazer foi autorizar os camponeses a transaccionar os seus direitos de exploração da terra, que continua a ser propriedade colectiva, e isto na ideia de pôr os ditos camponeses a migrar para as cidades...