10 fevereiro 2011

UM PAÍS TECNOLÓGICO (3) _ TELEMÓVEIS

Mais um facto interessante da base de dados da OCDE: Portugal é um dos países com mais assinaturas de telemóveis por 100 habitantes. O mesmo é verdade para o número de telemóveis pré-pagos por 100 habitantes, onde estamos igualmente no top 5 da OCDE. Ora, aqui está o verdadeiro Plano Tecnológico sem ter sido planeado. Nós somos verdadeiramente apaixonados pelos nossos telemóveis. 
Aliás, não é à toa que muitas das nossas melhores empresas inovadoras nos últimos anos estão associadas exactamente a este sector.

Assinaturas de telemóveis por 100 habitantes
Fonte: OCDE

2 comentários:

Miguel Loureiro disse...

A propósito dos telemóveis, escrevi isto em Outubro. com dados do site Portugal em números:
http://www.por7ugal.net/

"Pode ser que o Relatório diga mais que a notícia, já que esta não apresenta argumentos, nem factos, nem dados, para reforçar ou justificar o desenvolvimento da Tese. Pode-se dizer, que tal como é apresentada, não passa de mera publicidade, enganosa até e diria mais, é desastrosa.
Qual é a relação entre o telemóvel e a eliminação da miséria? Por oferecer algum emprego? E o fabrico de papel higiénico, ou outro produto qualquer não tem o mesmo efeito? Até o armamento!
Pelo contrário, o telemóvel, hoje, cria mais pobreza do que se pode imaginar. Desde o surgimento do dito aparelho e sem lhe retirar as vantagens para quem as tem, a grande maioria das pessoas decuplicou as despesas mensais. Prova disto são os montantes astronómicos ganhos pelas operadoras, que ao contrário do que pensamos, são cerca de 3 vezes superiores aos da Banca. Como prova, vejam os seguintes números, registados às 13H06, hoje, 15 de Outubro de 2010:
Lucros da Banca (valor monetário dos lucros da Banca em Portugal até este momento): 2.126.746.796 €. Portugal em Números
Proveitos das Operadoras (proveito monetário das operadoras telefónicas em Portugal até este momento: 6.695.318.178 €. Portugal em Números
Podemo-nos interrogar como pode o telemóvel criar riqueza, se os gastos são deste montante, embora se tenha que descontar o uso da Internet. Podemo-nos perguntar até, porque é que o Governo não taxa mais sobre as telecomunicações, se é a actividade que maiores proveitos apresenta.
Concluindo, parece repetir-se a novela da Gripe A, desta vez com efeitos secundários na saúde económica das famílias (mais pobres) e grandes lucros para quem os faz, os vende e os interliga e mais uma vez com a mesma proveniência.
É muito Relatório, com que nos ralam as ideias…"

http://contra-faccao.blogspot.com/2010/10/isto-e-que-se-chama-falar-barato.html

Gi disse...

Creio que a paixão pelos telemóveis começou porque era muito complicado telefonar das e para as empresas (nunca se percebia onde andavam as telefonistas, que de resto frequentemente não conheciam as pessoas com quem se queria falar) e as cabines telefónicas estavam sempre avariadas ou vandalizadas.

Depois continuou porque era um sinal de estatuto social. E hoje as pessoas habituaram-se à facilidade dos contactos e já não prescindem deles.