13 janeiro 2008

VALE A PENA VER

Um video do New York Times sobre os confrontos no Quénia. Vale a pena ver.

1 comentário:

Antonio disse...

Caro Álvaro

Licenciado em G.E. em 1980 pelo ISE, confesso que por razões de deformação profissional, nunca mais tinha lido um livro sobre economia e que foi com enorme prazer que li o seu. Simples e de fácil entendimento e que toca em muitas das fragilidades da nossa economia. Diverti-me a lê-lo e a tirar notas, sobretudo das questões em que estou em profundo desacordo consigo. Não lhe direi nada de novo mas acredito que não deixará de me dar alguma razão.

Talvez porque Portugal nunca foi sujeito a grandes crises é hoje um dos Estados mais antigos do mundo.

Quando muito teremos sido sempre um país em crise. Pobre, atrasado e melancólico e voltado de costas para a Europa. Mesmos na época aurea dos descobrimentos não foi visivel um salto qualitativo no país.

E para o bem e para o mal, a mesesta ibérica poupou-nos às grandes crises europeias. A guerra dos trinta anos, a guerra dos cem anos e até as duas guerras mundiais passaram-nos ao lado. E as nossas pequenas crises foram sempre bem delimitadas e tiveram sempre um rosto. Foi fácil pois identificar o inimigo e conjugar esforços para o combater.

A actual crise não tem rosto. A actual crise somos nós próprios. São os nossos vicios, os nossos maus hábitos. É a nossa incapacidade de ter uma estratégia e de traçarmos um caminho. E como você disse já não temos aspirinas para disfarçar a crise. É a primeira vez que não temos aspirinas. Sem aspirinas e sem estratégia esta crise pode-se tornar fácilmente numa doença crónica muito grave. Que o seu optimismo esfusiante não o impeça de ser um bom estratega. Nunca substime o inimigo.
Parta do principio que estamos de facto metidos numa grande alhada.
E que infelizmente, pelo clima de pessimismo criado e pelos números que indicam que continuamos claramente a divergir da média europeia e mais ainda daqueles que fazem parte do nosso pelotão não é aconselhavel estarmos particularmente optimistas.

Os recentes péssimos resultados ao nivel do emprego, do investimento e crescimento económico não acontecem por acaso. São fruto de uma politica concertada de péssimas opções,de falta de coragem em fazer e falar claro. E claro, de péssimos exemplos que descredibizam qualquer tentativa de criar uma estratégia concertada de desenvolvimento.

Fim do 1ºcapitulo