02 abril 2009

MORTE CRUEL

Entre 200 e 300 emigrantes africanos perderam a vida ontem a tentar atravessar o Mediterrâneo em embarcações pouco seguras e estáveis. Nada de novo? Todos os meses, dezenas de emigrantes perdem as suas vidas em busca da ilusão de uma vida melhor na Europa. E, mesmo assim, o mundo e a Europa continuam praticamente alheados ao problema. Perante mais esta tragédia infelizmente tão comum, é mais fácil encolher os ombros e virarmos a cara para o lado do que tentarmos fazer algo para acabar com esta mortandade.
Foto retirada daqui.

4 comentários:

Gi disse...

A emigração ilegal e os refugiados são problemas terríveis; não tenho ideia nenhuma de como resolvê-los a não ser conseguindo que estas pessoas tenham melhores condições de vida nos seus próprios países, o que parece longe de acontecer.

Imagine-se o que se poderia fazer em África com os milhares de milhões de dólares que estão a aparecer milagrosamente nos USA e na Europa - se, é claro, os governos africanos não fossem, tantos deles, corruptos.

portugal azevedo disse...

Sugestão para um trabalho de investigação de Politica Económica:
Qual o efeito no nível de desenvolvimento humano se fossem aplicadas apenas 3, repito apenas 3 medidas em Africa?
1) Distribuir 1 cobertor a cada habitante.
2) Distribuir 1 par de calçado a cada habitante.
3) Alterar o habito alimentar de mandioca ou outro cereal para soja.

Parece brincadeira? Não é! Inquiram os médicos que estão no terreno e fiquem espantados com os resultados.

portugal azevedo disse...

GI
Não tenho qualquer dúvida sobre o problema da enorme corrupção dos governos em África (e não só). Mas saberá o meu amigo qual o nível salarial de um funcionário das milhares de ONGs que lá trabalham? E quais os resultados da avaliação do seu trabalho??

Antonio disse...

Caro Álvaro,


Este é um problema muito sério e dramático. Mas sem solução. A Europa não tem capacidade para continuar a importar mais gente de àfrica. A solução seria investir em Africa.

Mas o Africana não é um branco. É um africano. Não é pior nem melhor. É um africano. Em África ainda não existe o conceito de estado ou de nação levado pelo homem branco. Em África são as etnias e as tribos que dominam a lógica de funcionamento social.

África tem as suas especificidades próprias que o btramnco não consegue compreender e contornar.

Tal qual o branco lusitano que vai para Paris onde se mata a trabalhar e em Portugal às 17.01 já está a resmungar, o Africano no seu próprio espaço não aceita a disciplina e a lógica de mercado.

Daí que investir em África é um caso bicudo e de retorno muito duvidoso.


Antonio