28 abril 2009

PROCEDIMENTOS EXCESSIVOS

Segundo o Publico, "A União Europeia lançou hoje oficialmente procedimentos por défices excessivos contra a França, a Espanha, a Irlanda e a Grécia, cujas finanças públicas se degradaram nos últimos meses." Pois fazem muito bem. Aliás, nem existe uma regra do (defunto) Pacto de Estabilidade que diz que as regras do Pacto não se aplicam quando as economias contraem mais de 0,75% ao ano. E se existe não interessa. O que interessa é salvaguardar a disciplina fiscal no seio da Eurolândia. Quanto a mim, eu nem aplicava os procedimentos pelos défices excessivos. Passava logo às multas. E se o desemprego aumentar ou se as economias estagnarem durante anos a fio, paciência. O que interessa é o equilíbrio orçamental.
Com dirigentes assim, como é que a Europa espera ter alguma credibilidade perante os seus cidadãos? Quando é que a Europa deixará de se auto-destruir?

4 comentários:

Augusto Küttner de Magalhães disse...

Tem que urgentemente aparecer, que nnca da penumbra, mas com a maior das normalidades uma nova camada de politicos com novas politicas. Estes cá e lá, e lá e cá, já deram...............Aparecem todos os que ainda não têm 40 anos..........

Augusto Küttner de Magalhaes disse...

Não vejo o Pros e Contras por norma, salvo honrosas excepções. Caso quando o Álvaro lá esteve, e vi ontem com o Mário Soares. Este com uma tremenda lucidez, ensinou, tanto, a tantos m tão poucco tempo. A virtude estás nos com mis de 60 a aconselhar - se bem que MS tenha mais de 80 - e os entre os 25 e os 47 a fazer............(para dar flga a entrar o Obama...)

Antonio disse...

Caro Álvaro,

Boa pergunta essa... Quando deixará a Europa de se autodestruir? A resposta é obvia.
A Europa deixará de se autodestruir depois de se ter autodestruido. Porque enquanto houver um burocrata que ache que ainda pode arranjar mais uma lei e mais uma regra esse burocrata terá força e terá vida.
Um pouco como os governos nacionais. Que enquanto acharem que há hipoteses de sacarem amis um centimo, quer para trocarem a frota de BMWs do seu ministério quer para construirem mais uma ponte, não hesitarão em fazê-lo.

Nós só existimos enquanto produtores, consumidores e sobretudo enquato contribuintes. Por isso o Estado investe e inova muito mais no combate à evasão fiscal do que no combate à criminalidade.

Enquanto pessoas não temos qualquer importância.

Por isso o deficit é muito mais importante do que qualquer outra coisa. Por isso a Europa nunca se deixará de auto destruir.


Um abraço

Antonio

antonio disse...

Caro Álvaro,

Para além de outras coisas também sou mediador de seguros. O unico cliente que eu tenho sou eu próprio. Não entendo muito de seguros.

Mas há uns 30 anos atrás achei que se fosse mediador de seguros e fizesse os meus próprios seguros poupava a comissão que os mediadores ganham dos seguros que fazem. E assim fiz.

Hoje recebi uma carta das finanças informando-me que :" nos termos conjugados do disposto no nº 2 do artigo 42º e dos nºs 1 e 2 do Anexo VI da Norma Regulamentar nº17/2006-R, de 29 de Dezembro, na redacção introduzida pela Norma Regulamentar nº17/2008.R, de 23 de Dezembro, é devida anualmente pelos mediadores de seguros residentes em Portugal uma taxa em contrapartida dos serviços de supervisão continua prestados pelo Instituto de Seguros de Portugal".

E pronto, apresentaram-me uma taxa de 20 € para pagar. Criaram um novo imposto (ou taxa) por algo que a existir não era anteriormente taxado. Para o ano invocam mais uma portaria a dizer que o valor a pagar será de 50 € e assim sucessivamente.

Não há dia nenhum que estes gajos não inventem um novo imposto. Imposto ecológico, taxa de vistoria de elevadores, taxa de vistoria ambiental etc. etc. etc.

Para além de tudo custa-me que me andem a chamar parvo com esta política de conta gotas. E quando às vezes tiram 5 € de uma qualquer taxa fazem uma enorme publicidade como se tivessem acabado os impostos em Portrugal.

A desonestidade intelectual e a falta de frontalidade são assustadoras e insultam a minha poia inteligência com esta política de faz de conta.

E ainda por cima devem ter tirado o curso na Independente pois julgam que esta politica de roubalheira é neutra.

Em vez de reduzirem a despesa publica vão criando compromissos diários de aumento de despesa, compromissos esses que nunca poderão ser revogados. Porque como o Àlvaro muito bem sabe, dar é sempre bem recebido mas retirar é tarefa quase impossivel.

E a pressão fiscal vai aumentando todos os dias e o rendimento disponível diminuindo para sustentar um Estado esbanjador.

Caro Álvaro, a unica verdadeira reforma que estes energumenos fizeram foi a reforma da justiça.
Neste momento é completamente impossivel querer resolver uma contenda em tribunal.

Deixamos de ser um Estado de Direito. Essa é de facto a grande reforma. Todo o resto é folclore.

Caro Álvaro, ponha sériamente em dúvida o futuro brilhante deste país. É que já não vai ser na sua vida.

Faz-nos falta em Portugal um Gandhi a apelar à desobediência civil como quando os ingleses criaram o imposto sobre o sal.


Estou farto, farto e farto.

E sei que isto não vai ficar por aqui. Para o ano vamos ter saudades da actual situação.


Um abraço

Antonio