13 abril 2008

COMEMORAR AS NACIONALIZAÇÕES

O PCP continua igual a si próprio e, como todos sabemos, nem mesmo a queda do muro de Berlim fez mudar as convicções mais profundas do partido. Assim , não é de estranhar que a liderança do PCP tenha arranjado mais um pretexto para juntar os seus fieis militantes na Casa do Alentejo. Qual foi o pretexto? Comemorar os 33 anos das nacionalizações da banca e dos seguros. Só mesmo o PCP poderia ter tal iniciativa. Só mesmo o PCP poderia celebrar um processo que condenou grande parte dos nossos sectores produtivos à ineficiência e ao compadrio durante anos e anos a fio. Nem mesmo os "comunistas" chineses acreditam na nacionalização de empresas privadas (a não ser em casos extremos). Só mesmo o PCP permanece com esta fé inabalável. É caso para dizer: Assim, se vê, a força do PC!

2 comentários:

Antonio disse...

Tem toda a razão Álvaro. Mas o PC está em alta. Consegue mobilizar pessoas como no tempo do PREC e as sondagens dão-lhe um forte aumento de votos. E não há nenhum outro país da Europa aonde a extrema esquerda ( PCP stalinista e B.E. trotskista, maoista etc ) se aproximem dos 20%.

E ninguem parece entender que os Portugueses, separados do mundo por um imenso Atlântico e uma agreste meseta hibérica, continuam sem entender que têm que mostrar o que valem Continuam à espera de D.Sebastião. Por isso o PC\está em alta. Porque à falta de D.Sebastião....

Alvaro Santos Pereira disse...

António

Tem toda a razão. Penso que, em parte, a permanência do bom desempenho da esquerda militante e mais extrema se compreende por razões históricas relacionadas com uma longa ditadura e a natureza ideológica do 25 de Abril. Concordo que a falta de um D. SEbastião é outros dos factores para a alta do PC e do BE.
Apesar dos 20 por cento, é provável que estas forças políticas continuem com uma influência residual (a nível de política económica) na sociedade portuguesa.