31 março 2008

A FACE HUMANA (2) _ COMENTÁRIOS DOS LEITORES (11)

A propósito da nova face humana do primeiro-ministro, o joshua (a face parece-me familiar..., onde é que eu já o vi?), do Palavrossavrvs Rex (entre muitos outros) tem o seguinte comentário (entre outros):
"E por que diabo não pode a face reformeira ser uma face humana, ó Álvaro Santos Pereira? Parece que estavas a adorar a face desalmada, desumana, hostilizante, crispante, jamézizante, OTA-Otitante."

Concordo, Joshua, que uma face reformista pode ser e ter uma face humana. No entanto, nos três anos de governação o primeiro-ministro nunca se preocupou com o seu "lado humano" (aliás, como ele próprio admitiu). A alteração deste estado de espírito ocorreu não porque o combate ao défice já acabou (porque isso ainda não aconteceu), mas sim porque as eleições estão à porta. Considero que a protecção social é fundamental para a coesão social. No entanto, neste momento, a prioridade tem que ser só uma: o crescimento económico. Com ou sem face humana, com alma ou sem alma, com hostilidades ou sem elas, com crispação ou não, com a Ota ou sem Alcochete, o que interessa é que a economia saia do marasmo.
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Mais crescimento económico significa maior criação de mais empregos, maiores rendimentos. Mais crescimento económico significa maior colecta de impostos (a nível total ou asboluto) e menos obsessão com o défice. Mais crescimento económico significa maior protecção social, nem que não seja porque teremos mais recursos para o fazer. Os(as) portugueses(as) não querem esmolas, querem empregos. Os(as) portugueses(as) não querem as faces risonhas do primeiro-ministro, querem reformas que lhes facultem um aumento do nível médio de vida.

2 comentários:

Antonio disse...

Boa noite Álvaro,

Não posso concordar consigo. Tem de ser possivel tomar decisões politicas e económicas sem nunca esquecer a face humana. A politica e a economia devem estar ao serviço das pessoas. E se a face humana estiver sempre presente, isso ajuda-nos a tomar muitas vezes as melhores decisões e aquelas que apresentam melhor sustentabilidade.Ser mais humano ajuda-nos a ser mais ponderado.

Olhe por exemplo o resultado das excelentes medidas que o Sr.Greenspan tomou em prol do invejável crescimento económico americano há poucos anos. E veja no que deu a fartura. Ser humano é também não cairmos na tentação de fazermos do crescimento económico uma obsessão. Porque o excesso de ambição pode trazer resultados excelentes a curto prazo mas normalmente cria bolhas e gera fortes desiquilibrios a médio e longo prazo.

Ser humano é ter convicções profundas.

Agora o que não é "ser humano"é mudar o discurso anes das eleições.
Isso é ter uma péssima formação e uma enorme falta de respeito pelos outros.

Mas infelizmete costuma resultar.

Alvaro Santos Pereira disse...

Olá António.

Bom dia. Irei responder ao seu post ainda hoje no blogue para acabar com algumas ambiguidades do meu post. Obrigado