22 junho 2008

GASTOS DAS FAMÍLIAS

Estes são os dados mais recentes do Eurostat (referentes a 2005) sobre os gastos das famílias portuguesas (nota: estes são gastos médios das famílias e, assim, não incluem as despesas que o Estado faz). Em média, gastamos um terço do nosso rendimento com as nossas casas e um quinto em alimentação. Os transportes e os gastos com restaurantes e hoteis são ainda bastante significativos. À primeira vista, parece que não gastamos muito com a Educação e a Saúde. No entanto, como veremos no próximo post, em termos comparativos, a tendência é exactamente a oposta. Na Europas, as famílias portuguesas são verdadeiras campeãs de gastos na Educação e na Saúde.

2 comentários:

Tiago Moreira Ramalho disse...

Álvaro, há que considerar que no que respeita à carga fiscal Portugal se situa bem abaixo da média comunitária, só há pouco tempo se aproximou a sério

Segundo um estudo divulgado ontem pelo Eurostat, a carga fiscal média (peso dos impostos e das contribuições para a Segurança Social no PIB) na UE era de 40,3% em 2003, abaixo dos 40,5% verificados em 1995. Em Portugal registou-se um movimento inverso, com um agravamento de 33,6% para 37%.

isto foi retirado do DN aqui:

http://dn.sapo.pt/2005/10/22/negocios/carga_fiscal_portuguesa_subiu_para_3.html

pode ler lá umas coisas interessantes sobre o resto da Europa.

É claro que o SNS é ineficiente e o sistema de ensino podia ser mais gratuito, mas não se fazem omeletes sem ovos. É verdade que os suecos não pagam nada de saúde, mas mais metade da riqueza produzida por eles num ano vai para impostos... São realidades um pouco diferentes...

Antonio disse...

Os custos com a alimentação que têm um enorme peso no cabaz têm disparado. Os custos com a habitaçã que são o factor de maior peso no cabaz aumentaram, segundo o telejornal da 2 de hoje cerca de 9%. Os custos com os transportes estão a disparar.

Alguem é capaz de me explicar como é possivel obter medias ponderadas de inflação inferiores a 3%? Alguem ainda acredita em histórias da carochinha?

Um abraço

Antonio