06 maio 2008

O TURISMO DO EURO

Como em tudo na vida, há coisas boas e más associadas com a tremenda valorização do euro (mais de 70 por cento nos últimos 3 anos). A curto prazo, a subida do euro afecta negativamente as nossas exportações, pois torna-as mais caras. No entanto, a longo prazo, uma moeda mais forte pode obrigar as nossas empresas a serem mais competitivas e inovadoras, pois têm que compensar em produtividade e criatividade aquilo que perdem com o aumento dos custos cambiais.
Ainda assim, a curto prazo nem tudo é mau. Para aqueles que podem (e, pelo que parece, não são poucos) um euro mais forte torna alguns destinos turísticos bem mais atractivos. Este é exactamente o caso da fantástica cidade de Nova Iorque e de outros destinos norte-americanos. Deste modo, não é de estranhar que nos últimos anos se têm batido todos os recordes de visitas de portugueses(as) à América do Norte, assim como noticia hoje o DN.

4 comentários:

Gi disse...

Hmm... Os hoteis em Nova Iorque continuam caríssimos, as viagens de avião não estão nada baratas... Como estará avida quotidiana?

Luís Leitão disse...

Olhando bem para os números, talvez o impacto que a valorização do Euro tem nas nossas exportações, se calhar não será tão extrondoso como se possa pensar à primeira vista. Olhando para os dados do Eurostat (http://tiny.cc/9kP8e) ficamos a saber que no período de 2003 a 2007, as trocas comerciais entre Portugal e os estados-membros da UE-27 decresceu apenas 4% (4,4% nas exportações e 4,1% das importações). Se considerarmos, como o Álvaro frisou, que neste período houve uma valorização de 70% do Euro face ao dólar, penso que "não será por isso que o gato deixará de ir às filhoses". Além disso, convém lembrar que Portugal continua a ser um dos países da União Europeia que mais trocas realiza so seio da UE-27: 75,4% do total das importações e 76,7% do total das exportações nacionais é feito dentro do espaço económico europeu. Outro ponto a assinalar é o elevado grau de integração dos 27 Estados-membros: cerca de 65% por cento do comércio realizado por estes países é actualmente feito dentro da UE e sem influência directa de valorizações cambiais. Significa que a maioria das exportações e das importações é feita no espaço europeu. Todavia, poderemos sempre argumentar que, sendo a Alemanha, a França e a Inglaterra os motores do crescimento europeu e os grandes polos de destino das nossas exportações, e que fazem depender perto de 40% das suas exportações do mercado além fronteiras europeias que, por arrastamento, a valorização do Euro acabará por influenciar indirectamente as exportaçoes portuguesas. Porém, é tudo uma questao de relativismo. Por isso, deixo uma questão para a qual não tenho resposta: qual é o real impacto da valorização do euro nas exportações portuguesas?

Abraço
lmleitao

Antonio disse...

Oh Álvaro! Nova York barata? ando a tentar reservar um quarto por uma semana para junho e por menos de 300 dolares por dia está dificil. É que com a ideia de que NY está barata não há gato pingado que não queira lá ir. e por isso as companhias aéreas sobem as tarifas bem como os hóteis. é a lei da procura e da oferta. Que você conhece bem melhor do que eu.

Alvaro Santos Pereira disse...

É verdade que os hoteis são bastante caros na América do Norte, principalmente quando comparados a Portugal e a grande parte da Europa. As viagens também se têm tornado mais caras com a subida dos preços dos combustíveis.
Ainda assim, a valorização do euro tornou as viagens para a América do Norte mais atractivas, pois o euro compra mais dólares agora. Ainda é caro, mas é menos do que era há uns anos atrás